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15 de março de 2019, 19h47

Dallagnol declara guerra a Raquel Dodge

Dallagnol tem disparado contra sua superior no Twitter por conta da posição contrária de Dodge com relação à “fundação” da Lava Jato; procurador do Power Point chegou a sugerir que PGR seria “traidora”

Foto: Leonardo Prado/Secom/PGR/Arquivo

O procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol resolveu abrir guerra contra a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela se posicionou de forma contrária ao acordo entre a Petrobras, a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos EUA, que prevê a criação de uma fundação particular para gerir R$ 2,5 bilhões da empresa.

Dallagnol não disfarçou sua irritação em sua conta no Twitter. Na tarde desta sexta-feira (15), o procurador fez a seguinte postagem: “Segundo O Globo, ‘a avaliação da classe é a de que, ao atacar a iniciativa da força-tarefa de Curitiba, ela [PGR] atuou para agradar a classe política, traindo os propósitos que direcionam a instituição”, escreveu, junto a uma reportagem de O Globo, que diz: “Procuradores da equipe de Raquel Dodge pedem demissão após embate com Lava Jato”.


Protestos contra fundação

No entanto, Raquel Dodge não foi a única a atuar contra a fundação da Lava Jato. O Ministério Público solicitou ao Tribunal de Contas da União para verificar a legalidade do acordo para criação do fundo.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) usou as redes sociais para criticar a fundação e o procurador da Lava Jato: “Dallagnol: o pecado do pregador é mais grave que o pecado do pecador! @deltanmd Mônica Bergamo: Dallagnol e procuradores vão ser investigados pela PGR por fundo bilionário”, postou o parlamentar.

Em outro tuíte, Teixeira elogiou a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes: “Supremo Tribunal Federal acaba de impedir grave ataque à democracia no Brasil @deltanmd Alexandre de Moraes suspende acordo que previa fundação da Lava Jato e bloqueia dinheiro depositado em Curitiba”.

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