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18 de outubro de 2019, 14h54

Dallagnol faz dobradinha com editor da Istoé que persegue Lula para pressionar STF sobre prisão em segunda instância

Procurador da Lava Jato compartilhou entrevista que deu ao editor da Istoé, Germano Oliveira, que é autor de uma série de reportagens fantasiosas sobre Lula, incluindo a notícia-crime que gerou o processo do caso Triplex

Deltan Dallagnol e o Power Point contra Lula - Foto: Arquivo

O procurador Deltan Dallagnol está fazendo uma dobradinha com o editor da revista Istoé, Germano Oliveira, para tentar pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento da inconstitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar diretamente o ex-presidente Lula.

Nesta sexta-feira (18), Dallagnol compartilhou a entrevista que deu a Germano Oliveira na edição deste final de semana da revista, em que diz que “se o STF acabar com a prisão a partir da condenação em segunda instância, o Brasil voltará a ser o paraíso dos corruptos”.

Oliveira tem um histórico de reportagens fantasiosas contra Lula desde os tempos em que atuou como editor da sucursal do jornal O Globo em São Paulo, quando fabricou a primeira matéria sobre o Triplex do Guarujá, que serviu como notícia-crime para abertura do processo, que após ser transferido para a força-tarefa em Curitiba resultou na prisão política do ex-presidente.

O jornalista ainda fabricou, entre outras matérias, a reportagem em que acusa Rosângela Silva, namorada de Lula, de mandar no PT, e divulgou uma foto com outros colegas da imprensa comemorando a condenação do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal. Oliveira também serviu de porta-voz de Sergio Moro nas ameaças contra o site The Intercept.

Lula
Na entrevista, Dallagnol afirma que Lula “recebeu o mesmo tratamento dos demais réus da Lava Jato”, ao comentar justamente o questionamento junto ao STF da defesa do ex-presidente no caso do Triplex do Guarujá.

Sem ser questionado sobre os diálogos da Vaza Jato, Dallagnol ainda se defendeu de que teria atuado em conluio com Moro para prender Lula e disse que o ex-presidente tem que aceitar o pedido de prisão domiciliar requerido pelos procuradores da Lava Jato.

“Ninguém pode ficar preso em um regime mais grave do que a lei determina. O ex-presidente deve cumprir pena como qualquer preso, nem menos, nem mais”, afirmou.

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