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26 de novembro de 2019, 14h38

Dallagnol reclama de punição do CNMP e mantém críticas ao STF

Revoltado, o chefe da Lava Jato em Curitiba voltou a dizer que estava exercendo seu "direito à liberdade de expressão" ao criticar os ministros do STF e que o sistema de justiça do país "não funciona"

Foto: Reprodução/YouTube

O procurador Deltan Dallagnol não se deixou abalar pela advertência que recebeu nesta terça-feira (26) após julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No Twitter, o chefe da Lava Jato em Curitiba voltou a dizer que estava exercendo seu “direito à liberdade de expressão” ao criticar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e que o sistema de justiça do país “não funciona”.

“Minha manifestação decorre de um sistema de justiça que não funciona, em regra, contra poderosos, e é na omissão e no silêncio que a injustiça se fortalece. O debate dos problemas de nosso sistema é essencial”, escreveu o procurador.

Em entrevista à rádio CBN no ano passado, Dallagnol havia dito que os ministros do STF passam uma mensagem de “leniência” a favor da corrupção. Ele ainda acrescentou que Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski formavam uma “panelinha” na Corte. A pena de advertência contra ele foi definida por 8 votos a 3 na sessão de julgamento.

No fim de seu pronunciamento nas redes sociais após a advertência, o procurador acrescentou que continuará “trabalhando para fazer a minha parte em reduzir a corrupção e a impunidade”.

Nesta segunda-feira (25), o procurador da Lava Jato foi às redes sociais para fazer mea culpa, afirmando que sua declaração foi de “interesse público” e que “não foi grosseria”.

“Em minha defesa, afirmei que minha declaração foi uma crítica de autoridade pública sobre atos de outra autoridade pública, em matéria de interesse público, sem grosseria. O cerne da liberdade de expressão é que ela existe para proteger o direito à crítica e não aos elogios”, escreveu no Twitter.

Confira os tuítes:


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