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21 de fevereiro de 2019, 11h26

Dallagnol sai em defesa de Moro e diz que Caixa 2 “nem sempre é corrupção”

"Há casos sem prova de contrapartida, ou seja, é doação ou não foi possível provar corrupção como raiz do pagamento", tuitou o procurador da Lava Jato, defendendo o fatiamento do pacote anticrime de Sérgio Moro

Foto: Arquivo

Principal comandante do braço do Ministério Público na Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol saiu em defesa do amigo, ex-juiz e atual ministro da Defesa, Sérgio Moro, nesta quinta-feira (21) e disse que a prática de Caixa 2 “nem sempre é corrupção”.

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“O propósito de criminalizar caixa 2 de modo independente decorre do fato de q nem sempre é corrupção – há casos sem prova de contrapartida, ou seja, é doação ou não foi possível provar corrupção como raiz do pagamento. Ou seja, a previsão endurece o tratamento de práticas escusas (SIC)”, tuitou Dallagnol, sobre o desmembramento do crime de caixa 2 do chamado pacote anticrime apresentado por Moro.

Agora ministro, o ex-juiz mudou de ideia sobre o assunto nesta terça-feira (19), após ficar sensibilizado com os apelos dos parlamentares para retirada do caixa 2 do projeto apresento ao Congresso.

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Em reportagem publicada em 2017, o então juiz da Lava Jato, declarou em uma palestra para estudantes brasileiros na Universidade de Harvard, que o caixa 2 era “pior do que a corrupção”.

No entanto, nesta terça-feira (19), Moro disse o seguinte: “Caixa 2 não é corrupção. Existe o crime de corrupção e o crime de caixa 2. Os dois crimes são graves”, afirmou, durante breve coletiva, depois do anúncio do “fatiamento” dos projetos anticrimes do governo.

““Houve reclamações por parte de agentes políticos de que o caixa 2 é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade corrupção, que crime organizado e crimes violentos. Então, acabamos optando por colocar a criminalização num projeto à parte”, disse o ministro.

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