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24 de fevereiro de 2020, 16h58

Damares ignora a Constituição e diz que PMs têm direito a greve

Policiais estão amotinados no Ceará desde terça-feira (18) e estado enfrenta grave crise de segurança pública

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, disse em entrevista nesta segunda-feira (24), durante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, que os policiais militares têm direito à greve, assim como as demais categorias. A Constituição, no entanto, proíbe a paralisação dos agentes.

Em entrevista ao Jamil Chade, do UOL, Damares disse que o motim de PMs no Ceará é legítimo. “Todo mundo tem direito à greve. As categorias têm direito à greve”, insistiu. “O que eu percebi é que os policiais no Ceará estão no limite”, afirmou.

Para a ministra, a greve é permitida desde que se respeite o direito à vida. “Só que o direito à greve também respeite o direito à vida, o direito à proteção, o direito de ir e vir. Só isso que estou querendo que eles [PMs amotinados no Ceará] observem”, declarou Damares.

Ceará registrou 147 assassinatos desde o início do motim dos policiais militares, na terça-feira (18). Com mais de 70 mortes somadas, a sexta-feira (21) e o sábado (22) foram os dois dias mais violentos do estado desde 2012, ano da última paralisação de PMs no Ceará. Por conta da crise na segurança, a Força Nacional e o Exército passaram a atuar em Fortaleza.


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