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13 de agosto de 2018, 08h48

Damous: “Gebran e Thompson Flores são criminosos”

Nota publicada no jornal O Globo indica que Gebran disse a amigos que agiu à margem da lei para manter o ex-presidente Lula preso. "Só num estado de exceção se explica que Gebran e Flores ainda sejam juízes", disse Damous.

05/04/2017- Brasília- DF, Brasil- Deputados Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira durante coletiva onde falou sobre o filme operação Lava-jato. Foto Lula Marques/AGPT

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) criticou duramente o desembargador João Pedro Gebran e no desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, ambos do TRF-4 e responsáveis por decisões relacionadas ao caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Gebran e Thompson Flores são dois criminosos fora da lei. Só num estado de exceção se explica que ainda sejam juízes”, disse Damous.

Uma nota publicada no jornal O Globo indica que Gebran admitiu a amigos que agiu à margem da lei para manter o ex-presidente Lula preso. Neste domingo (12), o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirma que obedeceu a um telefonema de Thompson para desobedecer a ordem judicial do desembargador Rogério Favreto, que havia mandado libertar Lula.

O deputado Wadih Damous, um dos autores do habeas corpus em favor de Lula que foi atendido em liminar no plantão do desembargador Rogério Favreto, no dia 8 de julho, ficou indignado com a revelação feita por Joao Pedro Gebran Neto de que fugiu da letra fria da lei para tomar uma decisão que manteve Lula na cadeia. Na prática, ignorou a lei.

Wadih e o também deputado Paulo Pimenta, outro autor do HC, estavam da porta da PF, com a ordem de soltura. Mas ela não foi cumprida: expedido por Favreto em seu plantão no Tribunal Regional Federal da 4a. Região, mas Lula não foi solto porque Gebran, contrariando a determinação da autoridade competente naquele dia, deu uma contraordem à PF.

“Não vi Raquel Dodge e Thompson Flores desmentirem o diretor da Polícia Federal que os acusou de pressão indevida para impedir o cumprimento de ordem judicial. Numa democracia em pleno funcionamento, ambos estariam afastados de suas funções e teriam que responder criminalmente”, postou o parlamentar em seu Twitter.


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