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23 de janeiro de 2020, 19h18

De olho em divisão de ministério, Alberto Fraga “alfineta” Sérgio Moro

Ex-líder da Bancada da Bala e condenado por corrupção diz que Moro não fez nada pela segurança pública

Os amigos Alberto Fraga e Jair Bolsonaro - Foto: Arquivo

“Vamos dar a César o que é de César”. Foi usando esta expressão que o ex-deputado federal Alberto Fraga criticou a postura do ministro da Justiça, Sérgio Moro, de tentar tomar para si os números que têm sido divulgados com relação à segurança pública. Condenado por corrupção, Fraga, que é o principal nome cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública, caso a pasta de Moro seja dividida, entende que o ex-juiz federal nada fez para alcançar esses resultados.

“Todo mundo sabe que os números que aí estão foram consequência da criação do Ministério da Segurança Pública quando era isolado (no governo de Michel Temer). Isso é importante dizer. O mérito da redução da criminalidade é das polícias estaduais. É uma covardia dizer que é do Ministério da Segurança Pública”, declarou Fraga, em entrevista ao Jornal O Globo.

Para o ex-parlamentar, atribuir os dados a Moro é “sacanagem”. “Não há relação direta, com todo o respeito que eu tenho ao ministro Moro, que é um ícone no combate à corrupção. Mas vamos dar a César o que é de César. Num momento como esse, você esquecer o esforço dos governos estaduais é sacanagem”, disse ainda.

“Bambambam”

Fraga ainda diz que Moro não pode ser visto como “bambambam”. “Eu sou autor de 15 projetos de lei em relação à segurança pública, sempre trabalhei na comissão da segurança. Sou coronel da Polícia Militar da reserva e não sou o dono da verdade. Vou vivendo e aprendendo coisas novas no dia a dia. Como é que alguém vem e intitula alguém que é juiz como o bambambam? Não, isso está errado”, afirmou.

Considerado o 23º ministro de Jair Bolsonaro, o ex-deputado Alberto Fraga, que foi líder da bancada da bala, deve ser oficializado no governo com a possível recriação do Ministério da Segurança Pública. Amigo de Bolsonaro desde a década de 80, quando os dois se conheceram na Escola de Educação Física do Exército, Fraga é crítico contumaz do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que também tem como atribuição em seu “superministério” a Segurança Pública.

Fraga já foi condenado em primeira instância a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto, por corrupção.

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