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28 de Maio de 2019, 09h08

Decreto de Bolsonaro libera venda de mais de 2 bilhões de munições para quem já tem arma

Aumento de liberação de compra de projéteis por ano chega a 10.000%. Quantidade é suficiente para que 5,7 milhões disparos sejam efetuados por dia no país

Decreto das armas aumentou posse de munições para quem já tem porte de armas (Pixabay)

Amante das armas, Jair Bolsonaro (PSL) pode levar o Brasil a viver um grande guerra civil, armando cada dia mais a parcela da população que o apoia.

Reportagem de Amanda Rossi e Leandro Machado, no site da BBC Brasil, revela que o decreto que flexibilizou a venda, o porte e a posse de armas aumentou em até 10.000% o limite de munições que podem ser adquiridos por ano. Isso possibilita que até 2,1 bilhões de projéteis sejam comprados em 2019 somente por aqueles que já têm autorização para ter armas. Essa quantidade é suficiente para que 5,7 milhões disparos sejam efetuados por dia no país.

A reportagem diz que atualmente, há 350 mil armas registradas para defesa pessoal no Brasil e mais 350 mil para caçadores, atiradores e colecionadores, segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação pelo Instituto Sou da Paz.

No caso das armas para defesa pessoal liberadas pelas regras anteriores, o decreto nº 9.797/19 aumentou de 50 para 5.000 o limite de projéteis que podem ser adquiridos por ano.

Já no caso de armas de caçadores, atiradores e colecionadores, que têm um registro especial, o teto cresceu de 500 para 1.000 balas por arma – dependendo do calibre, o limite também pode chegar a 5.000.

Sob as regras anteriores, a quantidade máxima de munições autorizada seria de 193 milhões – menos de 10% do total liberado pela nova norma.

Além disso, o novo decreto permite a compra de munições mais potentes, como a de 9 milímetros – que antes era proibida.

Leia a reportagem completa na BBC Brasil


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