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11 de março de 2019, 21h03

Defensor do ‘escola sem partido’ e admirador de Trump será presidente da CCJ na Câmara

O novato Felipe Francischini (PSL-PR), de apenas 27 anos, será o presidente da comissão mais importante da Câmara dos Deputados; alinhado ao pensamento de Bolsonaro, o parlamentar fala em "combater o marxismo cultural" e já chamou servidores públicos de seu estado de "imbecis"

Foto: Divulgação

A líder do governo no Congresso Nacional, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), confirmou, nesta segunda-feira (11), que seu partido escolheu o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Câmara.

Francischini, que é novato na Casa e tem apenas 27 anos, terá a missão de comandar a comissão onde todos os projetos de lei passam por análise constitucional.

Formado em Direito (sem nunca ter exercido advocacia), o deputado é filho de Fernando Francischini, ex-parlamentar e ex-secretário de Segurança Pública do governador Beto Richa (Paraná). Sob sua gestão que, em 2015, a Polícia Militar protagonizou um violento ataque contra professores da rede pública que protestavam contra o governo. À época, o futuro presidente da CCJ chamou os servidores de “burros” e “imbecis”.

Ex-deputado estadual, Felipe Francischini foi o ator do projeto de lei, que acabou não sendo votado, para instituir o “escola sem partido” no Paraná.

Eleito deputado federal no ano passado com mais de 200 mil votos, o deputado calcou sua campanha com pensamentos alinhados ao do presidente Jair Bolsonaro. Em entrevistas, prometeu combater o que chama de “marxismo cultural” e defendeu, assim como o presidente, a criminalização de organizações de esquerda como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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Crítico das demarcações de terras indígenas, Francischini admite, ainda, nutrir admiração pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tinha o ex-deputado Eduardo Cunha, hoje preso, como uma de suas principais referências.


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