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31 de janeiro de 2020, 22h18

Defensoria quer suspender campanha de Damares que prega abstinência sexual

Órgão cita estudo norte-americano, que mostra que há impacto negativo na prática da abstinência sexual

Damares Alves - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A campanha do governo de Jair Bolsonaro, idealizada pela ministra Damares Alves, para estimular a abstinência sexual entre jovens como método anticoncepcional, pode não entrar em vigor.

A Defensoria Pública da União formalizou, nesta sexta-feira (31), recomendação ao Ministério da Saúde para que não seja lançada a campanha, de acordo com reportagem de Mariana Zylberkan, da Veja. A previsão é que o lançamento ocorra na próxima segunda-feira (3).

A Defensoria ressalta que não existem evidências científicas que comprovem a eficiência do método. Além disso, menciona um estudo norte-americano, que mostra que há impacto negativo na abstinência sexual.

Ineficaz

“A conclusão de tais pesquisas é que as políticas de abstinência sexual não promoveram mudanças positivas algumas na iniciação sexual e na vida sexual dos/as jovens, de modo que não impedem nem a gravidez na adolescência, nem a propagação de infecções sexualmente transmissíveis entre os/as jovens”, destaca o documento.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sob o comando de Damares, divulgou uma nota, na qual diz que não foi informado da solicitação da Defensoria Pública da União.


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