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13 de junho de 2019, 14h43

Defesa de Lula inclui conversas espúrias de Moro com Dallagnol em ação que tramita no STF

Os advogados de Lula sustentam que as mensagens comprovam o "completo rompimento da imparcialidade objetiva e subjetiva"

Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Lula apresentou nesta quinta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) as conversas divulgadas pelo site The Intercept entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato, como prova da parcialidade do magistrado na condução do caso do Triplex do Guarujá.

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No documento, os advogados apontam que as conversas “revelam a conjuntura e minúcias das circunstâncias históricas em que ocorreram”. A defesa de Lula, desde o início dos processos, sustenta que Moro seria um juiz parcial e que não poderia julgar as ações contra o petista.

A defesa diz ainda que as mensagens relatam “situações incompatíveis com a ‘exigência de exercício isento da função jurisdicional’ e que denotam o completo rompimento da imparcialidade objetiva e subjetiva”.

Os advogados utilizam uma frase de Moro a respeito da divulgação de conversas entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, para embasar a ação. “O problema ali não era a captação do diálogo e a divulgação do diálogo, o problema era o diálogo em si, o conteúdo do diálogo, que ali era uma ação visando burlar a justiça e esse era o ponto”, disse Moro na ocasião.

O recurso deve ser julgado pelo STF no próximo dia 25. Caso o recurso seja aceito, Lula poderá deixar a prisão. Moro condenou o petista no processo do tríplex, em julho do 2017. A ação levou o ex-presidente para a prisão em abril de 2018.


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