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13 de junho de 2020, 06h33

Defesa de Lula refaz caminho da Lava Jato em investigação própria para provar inocência do ex-presidente

A investigação defensiva, baseada em regulamento aprovado pela OAB, busca levantar documentos sonegados ou manipulados por procuradores da Lava Jata, como as planilhas de pagamento de propina da Odebrecht

Lula Cristiano Zanin, Valeska Martins e Geoffrey Robertson, seu advogado na ONU (Foto: Ricardo Stuckert)

A defesa do ex-presidente Lula iniciou uma investigação própria para levantar documentos e provas de sua inocência que foram descartados nos inquéritos conduzidos por procuradores da Lava Jato.

“Como o Judiciário da Lava Jato nos impediu de ter acesso a diversos elementos que podem servir para reforçar nossos argumentos, vamos usar da técnica da investigação defensiva”, disse o advogado Cristiano Zanin, em reportagem de Jamil Chade e Vinicius Konchinski no portal Uol neste sábado (13).

A investigação defensiva organiza uma ação para solicitar ao Ministério Público da Suíça o acesso aos arquivos originais dos sistemas de pagamento de propinas usados pela Odebrecht – que tiveram informações sonegadas após indícios de manipulação pela Lava Jato. Segundo a reportagem, a lei local permite que a parte interessada solicite acesso aos documentos da cooperação internacional.

Os advogados de Lula também pediram à Diretoria de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, acesso a documentos sobre cooperações internacionais feitos pela Lava Jato, em especial com os EUA, diante da suspeita de que os procuradores teriam realizado uma cooperação ilegal com órgãos estadunidenses, como o Departamento de Justiça dos EUA.

A nova iniciativa da defesa está baseada num regulamento aprovado pelo Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no final de 2018.

“Investigação defensiva é um procedimento novo, que visa a dar um equilíbrio nas apurações”, explicou Daniella Meggiolaro, presidente da Comissão de Direito Penal da OAB-SP. “Uma investigação feita pelo Ministério Público, que tem o dever de denunciar, pode nascer com um viés”, complementou.

Leia a reportagem na íntegra


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