Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
30 de janeiro de 2020, 06h36

Delegado acusado de tortura é pivô do novo conflito entre Bolsonaro e Moro

Anderson Torres foi o articulador da recriação do ministério da Segurança Pública, medida que ataca diretamente Sergio Moro

Anderson Torres (à direita) e Jair Bolsonaro. (Imagem: Reprodução/Twitter/@Planalto)

O secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, um dos policiais mais próximos de Jair Bolsonaro, é o pivô do novo conflito entre o presidente e Sergio Moro. Torres é visto como um dos principais articuladores da recriação do ministério da Segurança Pública, decisão que, se aprovada, atacaria diretamente os poderes de Sergio Moro.

Torres estava presente na reunião com o presidente para debater a divisão do ministério da Justiça. No entanto, duas horas antes do encontro, foi recebido por Bolsonaro no Planalto. No dia anterior, havia criticado Moro em um ofício. Ainda, no passado, o secretário quase foi escolhido para diretor-geral da Polícia Federal, pouco antes das eleições de 2018.

Após as eleições, Moro continuou a resistir contra a nomeação de Torres ao cargo. Em reuniões, o ministro já havia se posicionado contrário à indicação. A disputa pelo poder da PF vem desde agosto de 2019, quando Bolsonaro ameaçou trocar o diretor-geral, Maurício Valeixo. Em conversas com colegas, Torres afirmava ser o nome perfeito para a “arejada” que o presidente queria dar no órgão.

Tortura

Sem o cargo na Polícia Federal de Bolsonaro, Torres foi nomeado pelo governador de Brasília, Ibaneis Rocha (MDB), como secretário de Segurança do DF. Torres também é delegado da PF e já atuou em Roraima, nas operações da reserva indígena Raposa Serra do Sul.

Torres chegou a ser acusado de tortura. A investigação foi arquivada e reaberta, mas ele acabou absolvido em 2018. Houve “pedido de absolvição pelo próprio Ministério Público Federal com base na inexistência dos fatos”, afirmou o delegado em nota.

Notícias relacionadas


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum