terça-feira, 22 set 2020
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Deltan Dallagnol admite que 2019 “foi um ano de algumas derrotas”

Apesar de se gabar da quantidade de denúncias apresentadas pela Operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol admitiu pelo Twitter, nesta quinta-feira (19), que 2019 “foi um ano de algumas derrotas”.

O coordenador da força tarefa da Lava Jato se refere, provavelmente, às denúncias do The Intercept Brasil, que ficaram conhecidas como Vaza Jato. O veículo sugeriu, através de mensagens obtidas por um hacker, o conluio entre os procuradores e o juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, responsável pelas ações.

O conteúdo das mensagens desmoralizou a operação e deixou transparecer que, longe de fazer justiça, o objetivo era condenar políticos e empresários ligados ao campo democrático e, sobretudo, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, com uma prisão cercada de suspeições, foi afastado das eleições de 2018.

A série de reportagens do Intercept teve como principal consequência até agora a libertação do ex-presidente, a maior derrota do procurador.

Após o pleito, Moro foi convidado pelo então presidente eleito, Jair Bolsonaro, para ser o seu ministro da Justiça, em um lance político criticado em todo o planeta.

“No ano com o maior número de denúncias oferecidas pela Lava Jato no Paraná, chegamos a um total de 115 denúncias envolvendo 497 pessoas. 2019 foi um ano de algumas derrotas, mas de MUITO trabalho. A Lava Jato está longe de acabar.”

Julinho Bittencourt
Julinho Bittencourt
Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.