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08 de agosto de 2019, 12h39

“Deltan Dallagnol, mercador de ilegalidades”, aponta deputado sobre palestras do procurador

Corregedor-geral do Ministério Público Federal (MPF) expôs informalmente sua reprovação sobre a divulgação das palestras do Procurador da República, Deltan Dallagnol, mas deixou de abrir apuração final

Foto: CDHM

As novas revelações do The Intercept Brasil e do jornal Folha de S. Paulo, apontado que integrantes da Procuradoria tinham conhecimento da conduta ilegal de Deltan Dallagnol a respeito das cobranças feitas por palestras, movimentou a manhã desta quinta-feira (8), uma Câmara dos Deputados que ainda se recupera da aprovação pela Reforma da Previdência.

“80 mil para palestras novidades em “primeira mão”. Deltan Dallagnol, mercador de ilegalidades. Trata-se mesmo de um despudorado meliante”, disse o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), referindo-se ao novo escândalo.

“Nova matéria do The Intercept Brasil e a Folha prova que os crimes de Deltan tiveram acobertamento dos órgãos fiscalizadores”, enfatizou a deputada Margarida Salomão (PT-MG). Rogério Correia, também do PT mineiro, ironizou a participação dos representantes do Judiciário “Tá tudo dominado no Conselho Nacional do Ministério Público. Dallagnoll e procuradores da Lava Jato são os intocáveis”, comentou.

Para a líder da minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghalli (PCdoB-RJ), a denúncia deixa ainda mais claros os interesses pessoais dos agentes públicos encarregados de conduzir a Operação Lava Jato. “Na matéria da Folha, o procurador Dallagnol cada vez mais nu perante ao país. Agiu por interesses próprios, ideológicos”, disse.

As novas revelações lideradas pelo Intercept acontecem um dia depois do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, conceder liminar impedindo a investigação contra Gleen Greenwald, editor-chefe do site. “A liberdade de expressão e de imprensa não pode ser vilipendiada por atos investigativos dirigidos ao jornalista no exercício regular da sua profissão”, escreveu ministro em sua decisão.

A matéria divulgada nesta quinta deixa claro que em julho de 2017, o então corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, criticou informalmente a conduta Dallagnol, após saber das palestras comandadas pelo procurador-chefe da Operação, ressaltou a gravidade da situação, mas deixou de abrir apuração oficial.


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