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26 de julho de 2019, 17h01

Deltan Dallagnol volta a dizer que não reconhece diálogos publicados pelo The Intercept

"São cinco anos intensos de Lava Jato, trocamos centenas de milhares de mensagens, é impossível lembrar dos detalhes. A inserção ou troca de uma palavra muda totalmente o contexto”, tentou justificar o procurador

Foto: Agência Brasil

O procurador do Ministério Público Federal e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jata, Deltan Dallagnol, disse ter tido o celular atacado por hackers e por esse motivo foi instruído a deletar a sua conta no aplicativo Telegram. Em consequência, Dallagnol afirma não lembrar com exatidão de todas as conversas que teve com o ministro Sérgio Moro e com outros membros da Lava Jato.

Ter excluído o programa do seu aparelho celular também faz o procurador garantir que as mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil podem ter sido manipuladas antes da publicação. “Várias análises mostraram que os diálogos são falseáveis. A origem são pessoas acusadas de crimes, inclusive de falsificação, e quem tem o documento com os diálogos não o apresentou para verificação”, disse Dallagnol à rádio CBN.

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“São cinco anos intensos de Lava Jato, trocamos centenas de milhares de mensagens, é impossível lembrar dos detalhes. A inserção ou troca de uma palavra muda totalmente o contexto”, tentou justificar o procurador, que ainda lembrou que não há como fazer a comparação com os diálogos originais, pois estes, segundo ele, não existem mais.

Durante a entrevista, Dallagnol reforçou que, mesmo fora dos autos, as conversas que teve com Sérgio Moro não feriram nenhuma lei ou foram feitas de maneira antiética. O procurador, que apesar dos contato com o ex-juiz federal de Curitiba, diz que não tem nenhum grau de intimidade com ele. “A alegação de que somos amigos íntimos não tem base na realidade. Nunca frequentamos a casa um do outro, não fomos a aniversários um do outro, nunca discutimos assuntos de foro íntimo”.


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