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13 de dezembro de 2019, 07h18

Demitido do Inpe após Bolsonaro questionar dados da Amazônia, Ricardo Galvão é destaque na Nature

Físico, que foi perseguido e exonerado da direção do Inpe por divulgar dados do desmatamento da Amazônia, vai figurar na lista dos dez cientistas do ano da revista de divulgação científica

Ricardo Galvão ( Reprodução/TV Globo)

Demitido do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) após Jair Bolsonaro contestar dados do desmatamento da Amazônia, o físico Ricardo Galvão estará na lista dos dez cientistas do ano da Nature, uma das mais prestigiosas revistas de ciência do mundo.

A divulgação da lista deve acontecer nesta sexta-feira (13). Após ser demitido da direção do Inpe, Galvão revelou que desde janeiro vinha enfrentando dificuldades para informar os órgãos ambientais sobre os focos de desmatamento.

O processo de fritura de Galvão começou depois que o presidente Jair Bolsonaro insinuou que o físico estaria “a serviço de uma ONG”, declaração imediatamente rebatida pelo diretor do Inpe.

Tanto Bolsonaro quanto o ministro do meio Ambiente, Ricardo Salles, contestaram publicamente os dados sobre o avanço do desmatamento divulgados pelo Inpe.

Galvão, que ocupava o cargo desde 2016 (tinha mandato de quatro anos), mas alega que nunca foi procurado por Salles para debater o assunto. Cabe à pasta comandada por Salles combater o desmatamento informado pelos relatórios do Inpe.

Ao procurar o ministro Marco Pontes (Ciência e Tecnologia), a quem era subordinado, Galvão foi informado da decisão do Palácio do Planalto. “O ministro (Pontes) disse que ia me exonerar, porque minha situação com a presidência ficou complexa, e não poderia haver na direção do Inpe alguém em quem eles (o governo) perderam a confiança

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