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21 de outubro de 2019, 07h12

Demitido por Bolsonaro por defesa da nova CPMF, Marcos Cintra vai orientar PSL

Ex-secretário especial da Receita Federal, Cintra recebeu a missão de aprimorar o conteúdo técnico da atuação da legenda e auxiliar as bancadas em debates do Congresso

Marcos Cintra. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O PSL chamou o ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, para ajudar a reestruturar o partido. A legenda enfrenta há algumas semanas uma forte crise interna que separou aliados de Jair Bolsonaro contra os que apoiam o presidente do partido, Luciano Bivar. Cintra foi demitido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em setembro deste ano. O que levou a sua demissão foi o fato de defender a volta de um imposto que ficou conhecido como a “nova CPMF”, algo não aprovado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Ao ser convidado para orientar o PSL, Cintra recebeu a missão de aprimorar o conteúdo técnico da atuação da legenda e auxiliar as bancadas no Congresso no debate dos grandes temas nacionais, como as reformas econômicas, entre elas a reforma tributária que tramita na Câmara e no Senado.

De acordo com a reportagem do Estado de S. Paulo, Cintra disse que vai acelerar a formulação de propostas de governo para o PSL e trabalhar na capacitação de quadros do partido em todo o país. O ex-secretário da Receita Federal também já afirmou que Bivar tem uma proposta de reforma tributária importante para ser defendida.

Quando ainda integrava a equipe de Guedes, Marcos Cintra defendeu a criação da Contribuição sobre Pagamentos (CP), com forma de cobrança muito parecida à CPMF. Desde 1980, Cintra é visto como um dos maiores defensores dessa tributação, e acreditava que ela deveria retornar. Ainda, Paulo Guedes chegou a defender publicamente a criação do novo imposto, rejeitado pelo presidente.

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