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04 de setembro de 2019, 18h34

Depois de ataque ao pai de Bachelet, Marina Silva diz que Bolsonaro é inapto para o cargo

Bolsonaro resolveu, assim como fez com o presidente da OAB, atacar a memória do pai de Michelle Bachelet, morto pela ditadura chilena; atitude provocou reações de parlamentares brasileiros, chilenos e até do presidente do país vizinho

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Em mais um episódio de grosseria e falta de sensibilidade com a memória de outras pessoas, o presidente do Brasil atacou covardemente, nesta quarta-feira (4), a comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet. O presidente lembrou que o pai da ex-presidente do Chile foi morto pelo governo do ditador Augusto Pinochet.

A fala de Bolsonaro causou revolta em uma série de pessoas, dentre elas a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora, Marina Silva (Rede). A ambientalista não poupou críticas ao capitão da reserva, afirmando que ele não tem condições de exercer o cargo que ocupa.

“Ao Presidente, falta decoro. Age sem considerar a dignidade institucional do cargo que ocupa. Ataca continuamente usando a velha e agressiva estratégia dos ataques como forma de defesa. Sua inaptidão ao cargo da Presidência é gritante”, postou em sua conta no Twitter.

“Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares. Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, escreveu Jair Bolsonaro nas redes sociais.

Alberto Bachelet foi preso e torturado em 1973 e morreu um ano depois, em 1974, em uma prisão nos porões da ditadura chilena, uma das mais sangrentas da América do Sul.

A fala de Bolsonaro sobre Bachelet gerou ira entre parlamentares brasileiros, chilenos e causou, inclusive, uma reação de repúdio do atual presidente do Chile, Sebastián Piñera, considerado um representante da direita.


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