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28 de fevereiro de 2018, 16h03

Depois do PPS, Rede, de Marina, anuncia coligação com Movimento Agora!, de Huck

O partido deverá assegurar a participação ativa dos componentes do movimento na definição da estratégia eleitoral e da criação de uma agenda comum para o pleito

O partido de Marina Silva se comprometeu a reservar 30% das candidaturas para pessoas que não fazem parte da sigla, o que incluirá integrantes do movimento – Foto: Reprodução/Facebook

Depois de muita articulação, a Rede Sustentabilidade e o movimento Agora!, apoiado pelo apresentador global, Luciano Huck, assinaram uma carta compromisso para firmar parceria durante as eleições deste ano. O partido de Marina Silva se comprometeu a reservar 30% das candidaturas para pessoas que não fazem parte da sigla, o que incluirá integrantes do movimento. Além disso, a Rede deverá assegurar a participação ativa dos componentes do Agora! na definição da estratégia eleitoral e da criação de uma agenda comum para o pleito. O documento também garante aos candidatos do movimento a utilização de número e identidade visual em todo o Brasil. As informações são de Patrícia Cagni, de O Globo.

No último dia 20, o “Agora!” também firmou parceria junto ao PPS. A sigla se comprometeu a abrir espaço para os membros do movimento que se interessarem em concorrer no pleito de 2018 a cargos majoritários e proporcionais; além de dar “voz e voto aos que se filiarem ao partido a todas as questões de definição política, em todas as instâncias, e voz aos integrantes do movimento para discussão das referidas questões”.

Segundo integrantes do Agora!, cerca de seis pessoas ligadas à organização já sinalizaram interesse em candidaturas firmadas junto à Rede. Um deles é o jurista Márlon Reis, que anunciou a pré-candidatura ao governo de Tocantins em novembro do ano passado. Além da Rede, partidos como PSB, PPS e Podemos têm mantido conversa com membros do movimento.

Para Marina Silva, pré-candidata da Rede à presidência, será uma “aliança com o núcleo vivo da sociedade”, com o objetivo de melhorar a política: “Essas são as candidaturas cívicas. Nós vamos fazer aliança com o núcleo vivo da sociedade. Isso é o ativismo autoral, a borda marchando para encapsular o centro. Cada um tem que militar de acordo com aquilo que quer. O importante é que possa melhorar a qualidade da política”, ressaltou, acrescentando: “Nossas alianças (entre Rede e Agora!) são programáticas”.

Leandro Machado, coordenador nacional do movimento, ponderou que o Agora! não tem a pretensão de se tornar um partido político, pelo menos por enquanto: “Agora! não vai se tornar um partido político. Não é isso que queremos, no momento”, admitiu. Segundo o coordenador, o foco da organização, que foi criada em 2016, nesse primeiro pleito eleitoral que participa de forma ativa, é apoiar pessoas capazes de “ir para a linha de frente” a fim de dar continuidade à agenda deliberada pelos membros:

O líder da Rede no Senado, Randolfe Rodrigues (AC), enfatizou que o surgimento de movimentos da sociedade civil como o Agora! é importante para promover a renovação política. “Esse compromisso é revolucionário para a política. Esses movimentos são importantes para renovar a política. O sistema partidário envelheceu, e a eleição de 2018 marcará o fim desse ciclo político”, enfatizou o senador.

Perdas

Na segunda-feira, os deputados federais Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR) anunciaram que estavam deixando a Rede para se filiar ao PSB. Com isso, o partido perdeu metade da sua bancada na Câmara: ficam Miro Teixeira (RJ) e João Derly (RS). A saída dos dois deputados pode dificultar a campanha de Marina Silva à presidência, já que cada partido precisa ter ao menos cinco parlamentares para participar nos debates televisivos. Além dos dois deputados, a Rede tem um senador. Durante a cerimônia, Marina disse que a Rede não vai fazer alianças com foco em tempo de televisão ou estrutura física maior.


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