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18 de fevereiro de 2019, 11h28

Deputada diz que Bebianno ainda não foi demitido porque laranjal do PSL respinga sobre Bolsonaro

Segundo Margarida Salomão (PT/MG), Bebianno foi alçado à presidência do PSL durante a campanha para "operar para Bolsonaro"

Bebianno, Bivar e Bolsonaro (Arquivo)

Em sequência de tuítes nesta segunda-feira (18), a deputada federal Margarida Salomão (PT/MG) afirmou que o fato do secretário-geral Gustavo Bebianno (PSL) não ter sido exonerado ainda do cargo pode estar ligado ao escândalo das candidaturas laranjas patrocinadas pelo PSL, que respingaria sobre Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo ela, Bebianno foi alçado à presidência do PSL durante a campanha para “operar para Bolsonaro”. “Bivar era o presidente do PSL. Mas topou licenciar-se do cargo como contrapartida da filiação de Bolsonaro ao partido. Bolsonaro queria ter o controle do partido. Tarefa designada para Bebianno”.

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Segundo ela, isso mostra a relação “umbilical” entre Bolsonaro e Bebianno. “De modo que todas as ações postas em prática por Bebianno respingam inevitavelmente sobre Bolsonaro – inclusive o escândalo das candidatas laranjas. Algo que se torna mais grave ante a impressão de que esse esquema tem uma dimensão maior, já que se repetiu em Minas Gerais”.

Segundo ela, uma operação de guerra foi montada nas redes sociais para desvincular Bolsonaro de Bebianno. “A turma bolsonarista acaba de subir uma tag para sugerir que votou por Bolsonaro, não por Bebianno. Ou seja, comunicação de guerra para distinguir as duas figuras, para tentar construir a narrativa de que aquele não tem culpa pelas atitudes deste”, porém, alerta ela, a situação é bem mais complicada do que está sendo tratada nas redes.

“Bolsonaro pensa que ainda está em campanha, e que conseguirá facilmente desvincular seu nome de Bebianno. Esquece que agora ele está no foco de todos, e que o submundo podre da Internet pouco pode ajudá-lo. E que nós estamos aqui para cobrar sua responsabilidade”, tuitou.

Leia a sequência de tuítes.

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