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18 de março de 2019, 17h05

Deputada pede ao MP investigação sobre arma de fogo usada no massacre de Suzano

"Precisamos saber como (e se) o poder público está controlando a circulação dessas ferramentas de morte", disse a deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP), que protocolou representação no MP-SP no dia de sua posse na Alesp

Reprodução/Facebook

A deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP) tomou posse na última sexta-feira (15) e, logo em seu primeiro dia como parlamentar, protocolou no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) uma representação em que pede a instauração de um inquérito civil para apurar a origem da arma de fogo utilizada por um dos jovens que protagonizou, na última quarta-feira (13), o ataque em uma escola pública de Suzano (SP) que culminou em 10 mortes.

“Precisamos saber como (e se) o poder público está controlando a circulação dessas ferramentas de morte”, disse a deputada.

Brasil na contramão 

A representação de Isa Penna vem em meio a um intenso debate sobre o controle de armas no Brasil e no mundo.

No mesmo dia do pedido da deputada ao MP, atiradores promoveram dois atentados simultâneos na Nova Zelândia contra duas mesquitas e vitimaram 50 pessoas. No domingo (17), no Brasil, uma menina de apenas 10 anos cometeu suicídio utilizando a arma do pai. Já nesta segunda-feira (18), um ataque a arma de fogo em Utrecht, na Holanda, deixou 3 pessoas mortas e pelo menos 9 feridas.

Os eventos geraram inúmeras reações de especialistas e autoridades que, em sua maioria, exigem um debate maior e novas legislações sobre o acesso a arma de fogo. A primeira-ministra da Nova Zelândia, por exemplo, já anunciou que vai modificar as leis do país ligadas ao tema.

Enquanto isso, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro informou que está preparando um projeto de lei para ser encaminhado ao Congresso com o objetivo de flexibilizar o porte de arma. A proposta vem logo após o decreto que facilitou a posse, baixado em janeiro.

No dia seguinte ao ataque de Suzano, quinta-feira (14), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, apresentou seu primeiro projeto de lei no Senado: autorizar a instalação de fábricas civis de armas de fogo e munições no país.

 


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