Deputado chama Dom Orlando Brandes e Papa Francisco de “safados” e “pedófilos”, veja vídeo

Declaração em discurso na Alesp foi reação à fala do arcebispo de Aparecida sobre “pátria armada”

Publicidade

O deputado estadual Frederico D’Avila (PSL-SP) xingou o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o papa Francisco de “safados”, “vagabundos” e “pedófilos”. As ofensas foram ditas em discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na última quinta-feira (14).

O discurso foi uma reação ao sermão da missa do Dia de Nossa Senhora Aparecida de Dom Orlando Brandes, que criticou a disseminação de notícias falsas e o armamento da população brasileira. O religioso não mencionou o nome do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), mas utilizou o slogan do governo federal para afirmar que “para ser pátria amada não pode ser pátria armada”.

Publicidade

D’Avila afirmou: “Seu vagabundo, seu safado da CNBB, dando recadinho para o presidente [Bolsonaro], para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha”, disse.

E disse mais: “Seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também. A última coisa que vocês tomam conta é do espírito, do bem-estar e do conforto da alma das pessoas. Você acha que é quem para ficar usando a batina e o altar para ficar fazendo proselitismo político? Seus pedófilos safados, a CNBB é um câncer que precisa ser extirpado do Brasil”, gritou no plenário.

Publicidade
Publicidade
Avatar de Julinho Bittencourt

Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR