quarta-feira, 23 set 2020
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Deputado diz que invasão de embaixada da Venezuela nos EUA está sendo repetida no Brasil

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) está participando da resistência à invasão de apoiadores de Juan Guaidó na embaixada da Venezuela em Brasília nesta quarta-feira (13). Em áudio, ele relatou que, nos Estados Unidos, a mesma tentativa de invasão ocorreu na embaixada da Venezuela em Washington. No entanto, o local foi tomado pelos opositores, sob o respaldo de Donald Trump. Jair Bolsonaro segue na mesma lógica do líder americano ao não acionar a PM para expulsar invasores.
“Recentemente aconteceu um fato semelhante em Washington, aonde também houve uma invasão, e aí houve respaldo do governo americano. Essa embaixada de Washington é uma embaixada que está sob comando dos apoiadores do Guaidó. Com certeza eles tentaram repetir no Brasil aquilo que foi feito nos EUA, mas a reação aqui foi muito importante”, contou o deputado.

Mesmo declarando repúdio à invasão de apoiadores de Juan Guaidó na embaixada da Venezuela em Brasília, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) até então não liberou a Polícia Militar para conter a situação e expulsar invasores. Um enviado do Itamaraty ao local também não se pronunciou, mesmo com os pedidos de ajuda e aval do encarregado de negócios da Venezuela, que cumpre o papel de embaixador.

Os PMs chegaram a entrar na embaixada à convite do encarregado de negócios da Venezuela em Brasília. No entanto, pessoas dentro do local disseram que oficiais sustentam não ter recebido orientações sobre como agir e que “não sabem” quem é o responsável venezuelano no Brasil.
Nas redes sociais, Bolsonaro havia dito que tomaria “as medidas necessárias para resguardar a ordem pública”, mas, até então, nada foi feito.

O perfil da embaixada da Venezuela em Brasília também já manifestou ser contrário à invasão, e cobrou um posicionamento mais efetivo do governo brasileiro. “Dado o cerco de grupos irregulares na embaixada da Venezuela nas primeiras horas desta quarta-feira, diplomatas bolivarianos permanecem firmes sob a custódia da sede diplomática ligada ao direito internacional e aos preceitos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”, diz a publicação.

Redação
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