Deputado do PDT acusa Paulo Guedes de ser sócio oculto de bancos e pede investigação à PGR

Segundo Paulo Ramos, Guedes teria realizado "uma série de reestruturações societárias nas empresas, fundos e todo tipo de investimento em que tivesse participação, a fim de se ocultar da frente dos negócios". Dessa forma, o ministro se beneficiaria da política econômica implantada por ele próprio no governo Bolsonaro

O deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) entrou com uma ação na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a abertura de inquérito para investigar denúncias de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém de forma oculta sua sociedade com bancos e fundos de investimentos que estão sendo beneficiados pela política econômica conduzida por ele no governo Jair Bolsonaro.

Segundo site Congresso em Foco, a representação foi protocolada no dia 18 de dezembro e afirma que Guedes se mantém como administrador ou sócio de bancos e fundos de investimentos que mantêm “íntimas relações com entes estatais de mesmo gênero, notadamente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES”.

“Além de muito dos cotistas disporem de apenas uma cota, eles se revezam não apenas na mesma sociedade, como também em várias outras, coligadas ou não, formando uma espécie de teia societária que parece esvaziar o próprio sentido negocial daquelas personalidades jurídicas, senão para ocultar seu verdadeiro controlador”, afirma o pedetista na ação.

Ramos ainda levanta a necessidade de se “reconstruir a linha sucessória de cotas, incluindo a participação inicial do ministro Paulo Guedes no banco BTG Pactual”, instituição fundada por Guedes, devido à dificuldade de se acompanhar a velocidade das mudanças nos contratos sociais das empresas.

O deputado declara na ação que Guedes “passou a engendrar uma série de reestruturações societárias nas empresas, fundos e todo tipo de investimento em que tivesse participação, a fim de se ocultar da frente dos negócios”.

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