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02 de novembro de 2019, 08h37

Deputado ligado a Eduardo Bolsonaro usa recursos públicos em ataque apócrifo contra colega

O deputado estadual Gil Diniz, líder do PSL na Casa, utilizou funcionários de seu gabinete, pagos com dinheiro público, em ataque apócrifo contra o deputado Sargento Neri

Eduardo Bolsonaro e Gil Diniz (Foto: Twitter)

O deputado estadual Gil Diniz (PSL), conhecido como Carteiro Reaça, líder do partido na Casa, utilizou funcionários de seu gabinete, pagos com dinheiro público, em ataque apócrifo contra o deputado Sargento Neri, líder do Avante, seu colega da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Gil Diniz é próximo do deputado federal Eduardo Bolsonaro, de quem já foi assessor parlamentar na Câmara dos Deputados. Em conversas no grupo de WhatsApp chamado de “Gabinete Gil Diniz”, ele orienta assessores a editar e divulgar um vídeo sobre.

“Nada que identifique que saiu de nosso gabinete”, diz o parlamentar. “Se viraliza, o Neri vai ficar puto.” Diego Martins dos Santos, o Gaúcho, então funcionário do gabinete, pergunta, irônico: “Esse é o intuito, não? Kkk”. O parlamentar responde, firme: “Viralizar, sim, mas sem saber quem fez”. A transcrição preserva a grafia das mensagens originais.

Procurado pela reportagem, o deputado Sargento Neri (Avante), que é ex-policial militar, se disse surpreso por ser alvo de ataque e classificou a atitude do colega parlamentar como desprezível.

“Tenho conhecimento do vídeo e o que me deixou mais surpreso é que supostamente o manipularam no intuito de prejudicar minha imagem e por consequência essa armação trouxe prejuízos a esse parlamentar na questão pessoal, política e profissional”, disse o deputado Neri.

Na semana passada, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL) disse que assessores de Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro, parlamentares filhos do presidente Bolsonaro, lideram uma rede especializada em disseminar pelas redes sociais campanhas de difamação e notícias falsas contra adversários políticos.

Um dos integrantes da central criada por Gil Diniz é Sonaira de Santana, que, à época dos memes sobre a eleição para a presidência da Assembleia, era funcionária de Eduardo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, com salário de R$ 7.849,15. Sonaira trabalha pelo menos desde 2015 com os Bolsonaro.

Com informações da Folha

 


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