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05 de fevereiro de 2020, 16h48

Parlamentares apresentam pedido de impeachment contra Weintraub

Comandados por Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tabata Amaral (PDT-SP), deputados e senadores de 10 partidos acusam o ministro da Educação de crime de responsabilidade

Abraham Weintraub (Foto: Reprodução/Twitter)

Um grupo de parlamentares de diversos partidos apresentou nesta quarta-feira (5) um pedido de impeachment contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A ação tem como base um relatória da Comissão Externa de Acompanhamento do MEC, presidida pela deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e relatada pelo deputado federal João Campos (PSB-PE).

O pedido, movido pelo deputados federais Felipe Rigoni (PSB-MG) e Tábata, aponta uma “eloquente ineficiência do ministro”. Segundo Rigoni diversas falhas explicitam essa questão: “ausência de políticas de alfabetização; falhas do Enem; favorecimento de apoiadores do Governo; ofensas às mães de diferentes cidadãos; e omissão quanto ao uso de R$ 1 bi resgatados pela Lava Jato”. Apenas 4,4% da verba reservada a investimentos foi executada pela Pasta em 2019.

“A denúncia é baseada em quase um ano de reuniões, requerimentos e análises. Há um relatório robusto comprovando a ineficiência. A Educação é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país, mas vem sendo tratada com irresponsabilidade”, disse Rigoni em coletiva de imprensa.

Deputados de diversos partidos assinaram a ação e estavam presentes na coletiva. “Essa pluralidade é singular e a educação está movendo essa unidade. O encaminhamento do impeachment é extremamente fundamentado. Os elementos não são objetivos”, declarou a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

“Esse ministro é uma pessoa desclassificada, agressiva, que vem agredindo aqueles que querem melhor a educação neste país”, disse o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP). “É o ministro da educação que luta contra recursos para a Educação”, criticou ainda a deputada federal Margarida Salomão, apontando que Weintraub teria boicotado emenda parlamentar para o Fundeb.

Segundo Rigoni, além dele e Tabata, assinam o documento: João Campos (PSB-PE), Raul Henry (MDB-PE), Reginaldo Lopes (PT-MG), Professor Israel (PV-DF), Aliel Machado (PSB-PR), Rodrigo Agostinho (PSB-SP), Marcelo Calero (Cidadania-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Perpétua Almeida (PCdoB-AC), Margarida Salomão (PT-MG), Danilo Cabral (PSB-PE), Rafael Motta (PSB-RN), Joênia Wapichana (Rede-AP), Fabiano Tolentino (Cidadania-MG) e Alexandre Frota (PSDB-SP); e os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabiano Contarato (Rede-ES).

A líder da bancada do PSOL na Câmara, Fernanda Melchionna (PSOL-RS), anunciou que o partido também vai apoiar a iniciativa.


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