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06 de fevereiro de 2020, 14h15

Desembargador barra ação da Lava Jato sobre propina de R$ 4 milhões ao PSDB

Ação é baseada em delação premiada do ex-diretor do Metrô, Sérgio Corrêa Brasil, que revelou um esquema de corrupção com propinas aos ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin para financiar campanhas e pagamento de mensalão a deputados na Alesp

José Serra e Geraldo Alckmin (Arquivo)

O desembargador Paulo Gustavo Guedes Fontes, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, suspendeu a ação da Lava Jato contra o ex-diretor do Metrô paulista, Sérgio Corrêa Brasil e 13 executivos das construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS por pagamento de propina entre 2004 e 2014, nas gestões Geraldo Alckmin, Claudio Lembo, Jose Serra e Alberto Goldman.

Guedes Fontes acatou a liminar concedida pela juíza Flávia Serizawa e Silva, da 3.ª Vara Vara Federal Criminal de São Paulo, cancelou as audiências do processo que estavam marcadas para a última segunda-feira (3).

A decisão tem validade até que o Superior Tribunal de Justiça decida sobre de quem é a competência do caso, da Justiça Federal ou da Justiça Estadual.

O ex-diretor do Metrô, que fechou acordo de delação premiada, revelou um esquema de corrupção para abastecer as campanhas do alto escalão do PSDB ao governo estadual de São Paulo, além de um mensalão na Assembleia Legislativa para apoiar interesses de governadores tucanos.

O valor chega a R$ 4 milhões. Brasil relatou que as vantagens teriam beneficiado candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin.

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