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19 de setembro de 2019, 10h42

Desgoverno: programa Future-se, de Abraham Weintraub, não passou por crivo do Ministério da Economia

Ao menos 14 integrantes da pasta comandada por Paulo Guedes informaram que não se envolveram nas discussões sobre o programa, que prevê a criação de um fundo para abastecer as universidades

Abraham Weintraub. (Foto: Reprodução/Twitter)

A coluna Painel, da Folha, informa que a elaboração do Future-se, programa que virou bandeira do ministro da Educação, Abraham Weintraub (MEC), não passou pelo crivo do Ministério da Economia.

Ao menos 14 integrantes da pasta comandada por Paulo Guedes informaram que não se envolveram nas discussões sobre o programa, que prevê a criação de um fundo para abastecer as universidades.

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A manifestação dos técnicos do ministério ocorreu em resposta a requerimento do deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Para o parlamentar, isso indica que o governo não calculou ou analisou como deveria o impacto financeiro da proposta.

Críticas e manifestações

O programa Future-se tem recebido críticas de diversos parlamentares e especialistas no assunto. No final de agosto, o deputado federal Bacelar (Podemos-BA) disparou contra Weintraub durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. O congressista criticou a forma como o ministro conduz a implantação do programa Future-se, proposto pelo governo para suprir o corte de verbas nas universidades.

Para Bacelar, em vez de defender tecnicamente o programa, Weintraub politiza o debate e incentiva uma polarização ideológica.

“A ideia inicial era enviar ao Congresso um projeto de lei, mas o ministro apresentou a opção esdrúxula de uma medida provisória”, afirmou. “Isso retira do parlamento a autonomia de definir os moldes do programa, com direito ao amplo debate. Não dá para politizar uma matéria como essa, com a imposição das regras. O Future-se é bom, mas não deve avançar”, avaliou o deputado.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) foi a primeira instituição de ensino superior do Nordeste a rejeitar o programa Future-se. A decisão foi tomada na votação do Conselho Universitário (Consuni), em meados de agosto.

Antes da UFC, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já havia divulgado a não adesão ao programa.

O programa levou cerca de 100 mil pessoas para a Avenida Paulista, no dia 13 de agosto. A UNE acredita que esse projeto vai culminar na privatização das universidades públicas brasileiras.


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