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20 de junho de 2018, 12h39

“Dia 26, Lula sai de Curitiba”, diz deputado Wadih Damous

"E para os puxa-sacos aqui da Câmara Federal fica a lição: o procedimento da delação premiada não é prova e tem de ser investigado", declarou o deputado fluminense

Foto: Reprodução / Facebook

Os deputados federais petistas Wadih Damous, Paulo Pimenta e Benedita da Silva acompanharam, nesta terça-feira (19), em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, o julgamento da senadora Gleisi Hoffmann. Quando o último voto, do ministro Ricardo Lewandowski, foi proclamado, a sala onde estavam os parlamentares foi tomada pela comemoração. O resultado deixou confiante os parlamentares para o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, no dia 26. Ele será julgado pela mesma 2ª Turma que absolveu Gleisi no final da noite.

“Dia 26, o presidente sai de Curitiba”, disse Wadih Damous. “E para os puxa-sacos aqui da Câmara Federal fica a lição: o procedimento da delação premiada não é prova e tem de ser investigado e é isso que a gente quer investigar na CPI”, completou.

“Decisão histórica”

O deputado Paulo Pimenta classificou como “histórica” a decisão do STF por derrubar o conceito de delação premiada como prova, como era o argumento de juízes e procuradores da Operação Lava Jato. “O mais importante é reconhecer que delação sem prova não vale nada. Isso os cinco ministros disseram. Isso cria um divisor de águas”, comentou.

“Estamos a um passo de Lula Livre”, prevê a senadora Benedita da Silva. “A Gleisi tem passado por essas provações com a cabeça erguida e ainda orientando o partido como nossa presidenta”, completou a deputada pelo Rio de Janeiro.

No próximo dia 26, o recurso extraordinário da 2ª Turma analisará o pedido de efeito suspensivo da condenação do presidente Lula no TRF-4. “Eu tenho esperanças que a 2ª Turma vai enfrentar a questão como tem de ser enfrentada e conceda o efeito suspensivo”, disse Damous.

Bancada do PT quer emplacar CPI das Delações

O deputado Paulo Pimenta se manifestou novamente nesta terça-feira (19) pela instauração da CPI que pretende investigar o comércio das delações premiadas. Nesta terça-feira, o MDB retirou o apoio ao projeto quebrando um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O Partido dos Trabalhadores atua em bloco na obstrução da votação na Casa até que instalação da CPI seja apreciada pelos parlamentares.

“É público e notório que as CPIs não possuem competência para interferir no andamento de operações do sistema da Justiça brasileira. O papel de uma CPI é o de investigar possíveis irregularidades relacionadas a questões que tenham relevância para a sociedade brasileira”, disse o deputado em nota.

Gleisi absolvida

Em sessão realizada nesta terça-feira (19), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que os acusava de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato. O empresário Ernesto Kugler também foi absolvido de ambas as acusações.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o casal, baseada em delações premiadas, era de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eles eram acusados de pedir e receber propina de R$ 1 milhão, que teria sido desviado da Petrobras, para abastecer a campanha dela ao Senado em 2010.


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