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13 de março de 2019, 18h51

Dilma: “A lei anticrime do ministro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”

O senador Renan Calheiros levantou a questão: “Devemos refletir se a solução de facilitar o acesso a armas de fogo é sensato e oportuno”

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A ex-presidenta Dilma Rousseff usou o Twitter para se solidarizar com as famílias das vítimas da tragédia na escola de Suzano, onde dois jovens assassinaram oito pessoas, antes de se matarem, na manhã desta quarta-feira (13). O fato fez com que parlamentares do campo progressista lamentassem as mortes e propusessem debates sobre um maior controle de armas de fogo no país para evitar novas ocorrências como essa.

“A tragédia de Suzano (SP) causa espanto, dor e revolta. Nada pode amenizar o sofrimento das famílias das vítimas. A elas minha solidariedade e meu desejo de que encontrem forças para resistir ao momento mais doloroso de suas vidas”, disse a ex-presidenta.

Dilma criticou o anúncio feito nesta quarta-feira (13) por Jair Bolsonaro, que vai encaminhar um projeto de lei para a Câmara, com o objetivo de flexibilizar o porte de armas.

“O absurdo estarrecedor é que, neste trágico dia em que assistimos à morte de 10 pessoas e o ferimento de outras 9, o Presidente da República tenha o desplante de anunciar uma lei propondo maior acesso a armas”, afirmou.

A petista aproveitou ainda para criticar o pacote Anticrime, apresentado pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro: “O porte de armas irrestrito e amplamente liberado a toda população vai dar instrumento para que o assassinato massivo se torne endêmico e cotidiano. A lei anticrime do ministro Moro é o encontro marcado com tragédias como a de Suzano”, tuitou a ex-presidenta.


Renan

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também usou o Twitter para se solidarizar com as famílias das vítimas.

“A tragédia em Suzano (SP) é lamentável e reprovável sob todos os aspectos. Além de prestar solidariedade às famílias e lamentar a irreparável perda de vidas – maioria jovens – devemos refletir se a solução de facilitar o acesso a armas de fogo é sensato e oportuno”, disse.

“A cultura belicista estimula atos violentos e não é solução para nosso grave problema de segurança pública. Devemos sim, cultivar e trabalhar por uma cultura de paz”.

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