O que o brasileiro pensa?
26 de maio de 2020, 18h00

Dilma: “Editorial do Estadão carece de honestidade intelectual”

A ex-presidenta afirma que o "nem em seus piores momentos,o jornal foi tão infiel à verdade"

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ex-presidenta Dilma Rousseff usou as redes sociais na tarde desta terça-feira (26) para criticar o editorial publicado pelo jornal Estado de S. Paulo em que o ex-presidente Lula é equiparado ao presidente Jair Bolsonaro.

“O editorial do Estadão comparando Bolsonaro a Lula, como se ambos fossem comparáveis em alguma coisa, carece de honestidade intelectual. Nem em seus piores momentos, este ou qualquer jornal foi tão infiel à verdade. Lula e Bolsonaro são opostos, inconciliáveis e incompativeis”, declarou a ex-presidenta.

Segundo Dilma, Lula é um “democrata que nunca desrespeitou a liberdade e os direitos humanos”, enquanto Bolsonaro pode ser definido como “inimigo da democracia e dos direitos do povo”. “Lula sempre buscou a paz. Bolsonaro busca a violência e quer armar milicianos para uma guerra contra as instituições”, declarou.

“O democrata e o fascista não se parecem, são antagônicos. Ao equipará-los, o Estadão insulta a inteligência dos leitores e comete um ato de pusilanimidade. Em hora tão grave para o país, desrespeita até momentos de sua história em que soube distinguir a barbárie da civilização”, avaliou ainda.

Em editorial publicado nesta terça, o Estadão afirmou que Lula e Bolsonaro “se associam na mais absoluta falta de escrúpulos”. De acordo com o texto, os dois “enxergam o mundo e seu papel nele da mesmíssima perspectiva. Tudo o que fazem diz respeito exclusivamente a seus projetos de poder, nos quais o Estado e o povo deixam de ser o fim último da atividade política e passam a ser meros veículos de suas aspirações totalitárias”.

Cabe recordar que o Estadão em diversos editoriais chancelou o golpe parlamentar sofrido pela ex-presidenta. Em 7 de abril – uma semana antes da votação na Câmara – o veículo afirmou que “Impeachment é o melhor caminho”, em 23 de maio negou com veemência que o processo era um golpe e, em 14 de junho atacou historiadores.

Em 31 de agosto de 2016, um dia depois da votação que pôs fim ao mandato de Dilma, o Estado de S. Paulo trouxe o seguinte editorial: “O fim do torpor”.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum