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20 de agosto de 2019, 19h21

Dilma Rousseff: “#LulaLivre é um imperativo moral, uma exigência civilizatória”

Em artigo publicado na Folha, a ex-presidenta destaca que os 500 dias da prisão injusta do ex-presidente Lula representam "500 dias de ilegalidade e de ofensa ao Estado democrático de Direito" e sustenta que Lula deve ser libertado para reerguer o Brasil

Foto: Ricardo Stuckert

Em artigo publicado nesta terça-feira (20) na Folha de S. Paulo, a ex-presidenta Dilma Rousseff fala dos 500 dias da prisão ilegítima do ex-presidente Lula. No texto, Dilma remonta ao golpe de 2016, que a tirou da presidência por um impeachment sem crime de responsabilidade e destaca que o cenário, que cada vez se deteriora mais, fez “neofascista despreparado” chegar ao poder.

“Tudo começou quando fui derrubada pelo golpe de 2016, sem que houvesse cometido crime. Ali está o ato inaugural de um processo de destruição da democracia. E ficou por isso mesmo”, declara a ex-presidenta, que considera que esses 500 dias são de “ilegalidade e de ofensa ao Estado democrático de Direito” e “representam o desrespeito às garantias constitucionais, ao devido processo legal, à presunção de inocência e aos direitos humanos”.

Dilma destaca as ilegalidade cometidas pelo ex-juiz federal Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, reveladas antes e depois das reportagens da Vaza Jato, que o colocaram na corda bamba e mancharam a figura do “herói nacional”. “Após a eleição, o juiz foi convidado a se tornar ministro do presidente eleito graças às suas interferências ilegais. E ficou por isso mesmo”, destaca.

“O Brasil está sendo devastado por um governo neofascista na política e neoliberal na economia, encabeçado por um presidente escatológico e intolerante. Flagradas suas parcialidades, o juiz e os procuradores que se uniram em conluio para condenar Lula, destruir a economia e atropelar a Justiça negam o inegável. Desmentem o indesmentível”, avalia a ex-presidenta.

A petista ainda pontua que só haverá justiça com a anulação do julgamento e a absolvição de Lula. “#LulaLivre é um imperativo moral, uma exigência civilizatória, um ato de justiça que o Judiciário não pode negar a um inocente. Mais ainda quando o inocente é o único capaz de pacificar o país. Livre para promover entendimento, Lula levará o Brasil a unir as forças sociais, sem exclusões, numa frente pela democracia, pela soberania e pelos direitos do povo. Tal frente vai buscar a saída para a crise institucional, política e econômica em que Brasil foi jogado pelo golpe de 2016, pela prisão de Lula e pela eleição de Bolsonaro”, afirma Dilma.


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