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08 de março de 2019, 21h13

Dilma se solidariza com Cristina Kirchner: “lawfare” tem objetivo semelhante ao que atingiu Lula

Na Argentina, conluio entre o Poder Judiciário, serviços de inteligência do governo federal e a mídia empresarial, semelhante ao que acontece no Brasil com o ex-presidente Lula, ameaça prender a ex-presidenta

Foto: Agência Brasil

A ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou uma nota de solidariedade e apoio à ex-presidenta da Argentina e senadora Cristina Kirchner. De acordo com Dilma, a prática de “lawfare” que prendeu Lula para que ele não concorresse à presidência é o mesmo usado contra Cristina, favorita para vencer o atual presidente argentino, Mauricio Macri.

A suprema corte ratificou, nesta quinta-feira (8), a prisão de Cristina. No entanto, a decisão precisa ser referendada pelo Senado. Ela é acusada de tentar encobrir um atentado contra um centro judaico.

Acompanhem abaixo a íntegra da nota:

Força, amiga Cristina Kirchner! Toda nossa solidariedade

Adotado no Brasil para prender Lula e impedi-lo de disputar a presidência em 2018, o “lawfare”, uso de recursos jurídicos para fins de perseguição política, está sendo aplicado contra a ex-presidenta argentina.

Na Argentina, o “lawfare” contra Cristina tem objetivo semelhante ao que atingiu Lula: levá-la à prisão para que não concorra à presidência em outubro. Cristina Kirchner é a candidata favorita na disputa com o atual presidente, Maurício Macri.

A Suprema Corte negou recurso contra a prisão preventiva de Cristina por uma acusação de 25 anos atrás, ainda não julgada. A decisão depende de aprovação de 2/3 do Senado, o que é difícil, dado o apoio de Cristina Kirchner entre os senadores.

O “lawfare” contra Cristina Kirchner é um conluio entre o Judiciário, serviços de inteligência do governo federal e a mídia empresarial. A intenção também é desviar a atenção dos argentinos da grave crise social e econômica criada pelo governo liberal de Macri.

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