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23 de setembro de 2019, 22h34

Dino diz no Roda Viva que Ciro deveria ter apoiado Haddad no segundo turno

O governador do Maranhão criticou o fato de Ciro Gomes ter ido para a Europa e se ausentado do segundo turno das eleições no ano passado: "Acreditei que Ciro faria o que Brizola fez em 1989"

Reprodução

Sabatinado pelos jornalistas da bancada do “Roda Viva”, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (23), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que hoje se coloca como um ferrenho crítico do PT, deveria ter apoiado Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial do ano passado.

Cotado para uma chapa com o PT, Ciro, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, viajou para a Europa e se ausentou do debate político no segundo turno, não declarando apoio nem a Haddad e nem a Jair Bolsonaro.

“Acreditei que Ciro faria o que Brizola fez em 1989. Com todas as divergências, em nome da disputa que se colocava ali, da importância, e em respeito à liderança gigantesca que possui, deveria ter participado do segundo turno. O Haddad estava disputando contra um candidato de extrema direita”, disse o comunista.

Tido como uma das principais lideranças na articulação de uma frente de esquerda para as próximas eleições, Dino, contudo, ponderou: “Mas isso não é condição de excluí-lo [o Ciro Gomes] do debate de 2022. Continuo a achar que ele é um nome que contribui para o debate político porque sustenta bandeiras que temos concordância”, pontuou.

Diante da insistência dos jornalistas em saber se Dino acredita que o PT abriria mão de uma candidatura majoritária para a formação dessa unidade no campo da esquerda, o governador refutou a tese de que o partido deva ser deixado de lado ou abrir mão da bandeira “Lula livre”.

“Esse antipetismo de ocasião não me encontra entre seus adeptos. O PT é imprescindível para encontrar um novo caminho. Não podemos impor que o PT deixe de lançar seus quadros. O que eu sinto do PT é uma disposição bastante ampla para o diálogo. Acho sim, possível [que o PT abra mão de candidatura], não é um obstáculo tão pronunciável como alguns classificam”, afirmou.

 


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