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18 de fevereiro de 2020, 12h00

Dirceu sobre militares no governo Bolsonaro: Estamos sob ameaça de uma nova ditadura

"Não se trata mais do risco do autoritarismo, mas da face oculta de todas as ditaduras, a violência acobertada pelo Estado ou por ele promovida", alerta o ex-ministro

Foto: Reprodução

Em sua coluna publicada no site Metrópoles nesta terça-feira (18), o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), alerta para o aumento do número de militares no governo de Jair Bolsonaro e diz que tal cenário político coloca o país sob ameaça de uma nova ditadura militar. Dirceu também faz críticas à indicação do general Braga Netto para sustituir Onyx Lorenzoni na Casa Civil.

Segundo o ex-ministro, com a indicação do general, “se restabeleceu a tutela militar sobre o poder civil, que estava adormecida no artigo da Constituição Federal que trata das Forças Armadas como garantidora da Lei e da Ordem, a famosa GLO, uma espada de Dámocles sobre nossa democracia”.

Em outro trecho, Zé Dirceu comenta sobre a execução da vereadora Marielle Franco e do envolvimento de um dos suspeitos, o miliciano Adriano da Nóbrega, com a família Bolsonaro. “Fatos como a execução, comandada por Ronnie Lessa, da vereadora Marielle Franco e, agora, no outro polo, a queima de arquivo com a execução do outro suspeito de envolvimento no assassinato, chefe dos milicianos, Adriano da Nóbrega, ambos com ligações mais do que provadas com a família do presidente, só comprovam a que ponto chegamos”, relata o ex-ministro.

“Não se trata mais do risco do autoritarismo, mas da face oculta de todas as ditaduras, a violência acobertada pelo Estado ou por ele promovida. As impressões digitais são a prova que vivemos de novo às portas de uma nova ditadura. Aos poucos, vamos nos dando conta como nos custará caro ter anistiado os crimes da ditadura”, complementa.


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