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20 de julho de 2019, 15h46

Diretor do Inpe rebate Bolsonaro: “atitude pusilânime e covarde”

Ricardo Magnus Osório Galvão considera que Bolsonaro age como se estivesse em um botequim e não na Presidência, com afirmações "impróprias" e "sem embasamento".

Reprodução/Academia Brasileira de Ciências

Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), rebateu neste sábado as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que o Galvão estaria mentindo  e “prejudicando o nome Brasil”. O pesquisador criticou a postura e a falta de embasamento do presidente e afirmou que não irá renunciar

“Ele tomou uma atitude pusilânime, covarde, de fazer uma declaração em público talvez esperando que peça demissão, mas eu não vou fazer isso. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos”, disse em entrevista a Giovana Girardi, do Estado de S. Paulo.

Galvão considera que Bolsonaro age como se estivesse em um botequim e não na Presidência, com afirmações “impróprias” e “sem embasamento”. “A primeira coisa que eu posso dizer é que o sr. Jair Bolsonaro precisa entender que um presidente da República não pode falar em público, principalmente em uma entrevista coletiva para a imprensa, como se estivesse em uma conversa de botequim. Ele fez comentários impróprios e sem nenhum embasamento e fez ataques inaceitáveis não somente a mim, mas a pessoas que trabalham pela ciência desse País”, declarou.

Dados de satélite do instituto mostram que o desmatamento cresceu 102% no mês de julho de 2019 se comparado com o mês no ano anterior. Além disso, os 1.209 km² atingidos no sétimo mês de mandato de Bolsoanro é o mais alto desde 2015. Tal informação irritou Bolsonaro, que disse que o Inpe mente e está a serviço de “alguma ONG”. “Com toda a devastação de que vocês nos acusam de estar fazendo e ter feito no passado, a Amazônia já teria se extinguido”, declarou.

 


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