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29 de janeiro de 2020, 09h46

Diretor do Magazine Luiza elogia governo liberal, mas critica ônus da Educação, Saúde e Segurança no “colo dos empresários”

"Eu pelo menos preciso dele para que meus funcionários trabalhem com segurança, para que eu tenha mais mão de obra qualificada para contratar, [para] não gastar tanto dinheiro com plano de saúde privado", disse o empresário em evento do banco Credit Suisse

Frederico Trajano, diretor da Maganize Luiza (Reprodução/Facebook)

Em evento do banco Credit Suisse, o diretor da Magazine Luiza, Frederico Trajano, de 43 anos, elogiou o governo liberal de Jair Bolsonaro, dizendo que a rede nunca viu um ambiente tão favorável para negócios nos seus 62 anos de existência, mas criticou o ônus da Educação, Saúde e Segurança no “colo dos empresários”.

“Não dá para colocar tudo no colo do empresariado para resolver todas as questões do país. Há uma discussão ideológica exacerbada sendo que deveríamos estar discutindo eficiência”, criticou Trajano, ressaltando que “não acredito muito que nós não vamos ter que ter Estado”.

“Eu pelo menos preciso dele para que meus funcionários trabalhem com segurança, para que eu tenha mais mão de obra qualificada para contratar, [para] não gastar tanto dinheiro com plano de saúde privado”, disse o empresário.

“Não quero na minha rede ter que ser um super especialista de segurança, fazer papel de polícia dentro das minhas lojas ou dos meus CDs [centros de distribuição], eu quero que o Estado faça isso bem feito. Não quero ter que corrigir o sistema de educação, criando uma universidade corporativa porque não é a melhor alocação do capital do meu acionista. Há muita coisa que o Estado tem que ser eficiente”, complementou.

China
Trajano citou como exemplo de sucesso a China, que tem no poder o partido comunista, dizendo que o país asiático foi quem mais gerou e distribuiu riqueza nos últimos 30 anos.

“Nos últimos 20 anos, 30 anos a China foi o país que mais gerou e distribuiu riqueza no mundo. Houve abertura na economia e processo de redução do Estado”, afirmou, sem contextualizar o cenário que levou ao crescimento chinês.

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