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12 de setembro de 2019, 22h46

Do hospital, Bolsonaro ataca o que chama de “grande imprensa”

Presidente, que permanecerá afastado de suas funções por pelo menos mais quatro dias, taxou a imprensa de "inimiga" e criticou brigas dentro do governo

Foto: Reprodução/Twitter

Aparentemente preocupado com os conflitos internos em seu partido e também no governo, o presidente Jair Bolsonaro voltou, nesta quinta-feira (12), a atacar o que ele chama de “grande imprensa”.

Do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde Bolsonaro ficará pelo menos até terça-feira (17) por determinação médica, ele tuitou: “- Enquanto lutamos entre nós o inimigo se fortalece. – Não temos como agradar a todos, vasculham minha vida e de minha família desde 1988, quando me elegi vereador. – Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos”.

Esta semana o governo se viu em mais uma crise interna após a repercussão negativa de uma possível volta da CPMF, que foi aventada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Emparedado com as críticas, o presidente fingiu que seu ministro não falou sobre o assunto e usou o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, como “boi de piranha”. Ele acabou sendo demitido nesta quarta-feira (11).

Além disso, a imprensa começou a especular, nesta quinta-feira (12), que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, estaria de malas prontas para deixar o governo. O ex-juiz vem passando, há meses, por um processo de fritura por parte de Bolsonaro. Alçado como “super ministro”, Moro teve a imagem desgastada com as revelações da Vaza Jato e viu seu poder limitado pelo presidente que, inclusive, interferiu no comando da Polícia Federal, que está na alçada do ex-magistrado de Curitiba. Especula-se que Bolsonaro já até mesmo decidiu quem será o substituto de Moro: o general Guilherme Teophilo (PSDB).

Fora de combate 

O corpo médico que cuida do presidente Jair Bolsonaro determinou, nesta quinta-feira (12), que ele permaneça pelo menos mais 4 dias internado e afastado de suas funções, contando a partir de sexta-feira (13). Ou seja, Bolsonaro só deve ter alta, se não houver nenhum imprevisto, na próxima terça-feira (17).

Abatido, o capitão da reserva voltou nesta quinta-feira (12), mais cedo, a usar uma sonda nasogástrica para se alimentar.

Bolsonaro está internado no centro médico desde domingo (8). Ele passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia.

 


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