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20 de outubro de 2018, 21h20

Documento confirma ilegalidade na oferta de mensagens por WahatsApp na campanha

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, proposta não aceita pela campanha de Geraldo Alckmin pediu RS$ 8,7 milhões por disparos via aplicativo

Foto: Wikimedia Commons

A proposta de um contrato e a troca de e-mails, obtidas pela Folha de S.Paulo, confirmam o esquema envolvendo empresas e o WhatsApp, fato que se tornou um escândalo na reta final de segundo turno da eleição presidencial. A reportagem do jornal atesta o uso de base de usuários de terceiros na operação, o que é considerado ilegal pela lei eleitoral, de acordo com informações da reportagem de Patrícia Campos Mello.

A Croc Services, apontada como uma das envolvidas na primeira reportagem, formalizou proposta de R$ 8,7 milhões à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência, utilizando nomes e números de celulares obtidos pela própria agência, e não pelo candidato.

A oferta de contrato da empresa menciona várias opções de disparos de mensagens por WhatsApp, com pagamento previsto para até três dias antes da ação. O coordenador da área digital da campanha do tucano, Marcelo Vitorino, destaca que a oferta de serviço usando base de terceiros não foi aceita. A campanha teria utilizado somente a listagem de telefones de militantes, membros do PSDB e de apoiadores que forneceram dados nas redes do candidato, o que não é ilegal.

O sócio-diretor da Croc, Pedro Freitas, assegurou desconhecer o fato de que a prática era ilegal. Afirmou que só prestou serviços para a campanha de Romeu Zema (Novo) ao governo do estado de Minas Gerais, onde gastou R$ 365 mil, e de Alckmin, com a base fornecida pelos partidos.

A Folha divulgou, na quinta-feira (18), que empresas adquiriram pacotes de disparos em massa de mensagens falsas contra a candidatura da coligação “O Povo Feliz de Novo”, encabeçada por Fernando Haddad (PT), no WhatsApp, para beneficiar ilegalmente Jair Bolsonaro (PSL). Além disso, preparavam uma grande operação na semana que antecederia o segundo turno. A operação é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, e não declarada.


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