Documentos enviados pela Precisa ao Ministério da Saúde traziam erros no nome da Bharat

Material foi recebido pela CPI do Genocídio; empresa era intermediária na compra da Covaxin

Documentos enviados pelo Ministério da Saúde à CPI do Genocídio sobre a negociação com a Precisa Medicamentos apresentam erros que levantam suspeitas. A empresa brasileira atuava como intermediária da indiana Bharat Biotech na compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde.

Segundo reportagem da jornalista Thaísa Oliveira, da CBN, um dos documentos com erros graves é o que dá plenos poderes à Precisa. Até o nome da empresa indiana está errado: “Bharat Biotech Limitada Internacional” ao invés de “Bharat Biotech Internacional Limitada”.

Outros erros estão no endereço – Genoma no lugar de Genome – e no bairro, também com erro de digitação.

A matéria aponta ainda que há suspeitas na declaração de inexistência de fatos impeditivos. O termo “Biotech”, do nome da empresa, aparece como “Biotecb” em duas oportunidades.

Esses dois documentos estão em português, ao contrário dos demais.

Covaxin na CPI

A negociação da Precisa com o governo Bolsonaro para a aquisição de 20 milhões de doses da Covaxin por 1,6 bilhão de reais possui suspeitas de superfaturamento. A compra da vacina – suspensa após a CPI investigar – era a mais cara já feita pelo Brasil no combate à pandemia do coronavírus. Por isso, a Precisa virou um dos alvos prioritários da CPI.

Francisco Maximiano, sócio administrador da empresa, teve seu depoimento adiado na CPI para agosto.

Confira aqui a reportagem da CBN na íntegra

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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