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28 de Maio de 2019, 08h52

Dois funcionários do Bradesco presos em operação da Lava-Jato no Rio

A Operação ‘Câmbio, Desligo’ investiga uma rede doleiros que lava dinheiro para diversas organizações criminosas. Dentre elas, uma liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral e Dario Masser

Três pessoas, entre elas dois funcionários do Bradesco, tiveram a prisão decretada no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28), pelo juiz Marcelo Bretas, através da Operação ‘Câmbio, Desligo’. A operação é uma das fases da Lava-Jato que já dura um ano e teve dezenas de doleiros como alvo.

Um dos presos é o operador financeiro Robson Luiz Cunha Silva e os outros dois são os funcionários do Bradesco Júlio Cesar Pinto de Andrade e Tânia Maria Aragão de Souza Fonseca, que foi presa na manhã de hoje em sua casa na Barra da Tijuca.

Bretas também expediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Todos serão levados para a sede da Polícia Federal, na Zona Portuária.

Operação ‘Câmbio, Desligo’

A Operação ‘Câmbio, Desligo’ investiga uma rede doleiros que lava dinheiro para diversas organizações criminosas. Dentre elas, uma liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral e Dario Masser, apontado como o “doleiro dos doleiros”.

Deflagrada em junho de 2018, a operação prendeu 30 pessoas em quatro estados.

Segundo a polícia, 3 mil empresas offshore em 52 países movimentaram US$ 1,6 bilhão (R$ 6,5 bilhões). As empresas ficam em paraísos fiscais e são usadas para ocultar o verdadeiro dono do patrimônio depositado em uma conta.

A ação tem como base a delação do doleiro Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony. Os dois trabalhavam para a organização criminosa chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral e foram presos pela Lava Jato no Uruguai e trazidos para o Brasil.

O Ministério Público Federal denunciou 62 pessoas, acusadas de formar uma organização criminosa, desde a década de 90, que promoveu evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Os suspeitos integravam um sistema chamado Bank Drop, no qual doleiros remetem recursos ao exterior através de uma ação conhecida como “dólar-cabo”.

Trata-se de um câmbio que envolve depósitos em contas em diferentes países, mas o dinheiro não é rastreável pelo Banco Central: doleiros recebem no Brasil e compensam em contas no exterior. Por não haver remessa, muito menos registro, o montante escapa das autoridades e dos impostos.

Os procuradores sustentam que a rede de doleiros operava lavando dinheiro para diversas organizações criminosas, inclusive a que o ex-governador foi condenado por liderar.

Com informações do G1 e O Dia


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