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06 de dezembro de 2018, 08h35

Dono da cervejaria Itaipava pagava propina mensal de R$ 500 mil a Cabral, diz delator

Em troca, a empresa teria recebido benefícios fiscais junto ao governo do Rio

Foto: Reprodução

Carlos Miranda, ex-assessor e operador financeiro de Sérgio Cabral, afirmou em delação premiada que o empresário Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis (da cerveja Itaipava), pagava propina mensal de R$ 500 mil ao grupo político do ex-governador desde 2007, quando teve início a gestão de Cabral.

Em troca, a empresa recebeu benefícios fiscais junto ao governo do Rio, segundo o delator. O Grupo Petrópolis nega as acusações. De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado, o grupo foi beneficiado com isenções fiscais de R$ 283,5 milhões apenas no ano de 2013.

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Miranda conta que a cobrança de propina partiu do ex-secretário da Fazenda de Cabral, Ary Ferreira da Costa Filho, que mantinha relação com Walter Faria, e que o repasse era feito em dinheiro vivo.

“Os valores de propina eram retirados por Ary na distribuidora de bebidas da Cervejaria Itaipava, empresa integrante do grupo Petrópolis”, diz trecho do relato, que integra o anexo 54 da delação de Carlos Miranda.

Miranda contou ainda que Cabral distribuía a mesada de R$ 500 mil em três partes: R$ 150 mil ficaria como propina para o próprio Ary, outros R$ 150 mil seriam repassados para Carlos Miranda e o restante era devolvido ao “caixa geral de propina”.

A acusação é a mais grave que surge contra Walter Faria na Lava-Jato, que já é alvo de várias linhas de apuração da Polícia Federal. Procurada, a assessoria do grupo Petrópolis afirmou que o grupo “não obteve incentivo fiscal por favor de qualquer pessoa, mas por direitos fixados na Lei de Incentivos Fiscais – assim como ocorreu com várias outras empresas de bebidas.

O advogado de Cabral, Rodrigo Roca, afirmou que as informações dadas por Miranda em sua delação são “contraditórias” e “não têm qualquer prova”.

Leia a notícia completa no Globo

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