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26 de fevereiro de 2019, 08h22

Dono de gráfica devolveu R$ 30 mil de verba pública a Luciano Bivar, presidente do PSL

Em gravação, empresário admite ter participado do esquema laranja do PSL, partido que elegeu Jair Bolsonaro à Presidência, devolvendo recursos de campanha com emissão de notas frias para prestação de contas

Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente do PSL (Reprodução)

Reportagem de Thais Arbex e João Valadares, na edição desta terça-feira (26) da Folha de S.Paulo, revela gravações de um empresário que admitiu ter participado do esquema laranja do PSL, partido que elegeu Jair Bolsonaro à Presidência, devolvendo recursos de campanha com emissão de notas frias para prestação de contas.

Luiz Claudio Cordeiro Palhares Junior, dono da Collossu’s Empreendimentos, uma gráfica localizada no município de Abreu e Lima (PE) relatou na gravação que, a pedido de um ex-vereador aliado de Bivar, ele rodou R$ 8.000 em materiais gráficos, mas emitiu nota no valor “de R$ 38 mil para ele pegar os R$ 30 mil”.

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O serviço feito pela empresa de Palhares está na prestação de contas de Bivar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no valor de R$ 41.602,68.

De acordo com a discriminação da nota fiscal da Collossu’s Empreendimentos, foram confeccionados 200 perfurados, 1.200 adesivos, 100 mil santinhos, 60 mil praguinhas, 700 bandeiras e 300 camisas para a “campanha do candidato a deputado federal Luciano Bivar nas eleições 2018”.

Na gravação a que Folha teve acesso, o político autor da gravação pergunta o que a empresa seria capaz de rodar e, após dez segundos em silêncio, Palhares responde: “Tu pode fazer o seguinte, como eu fiz lá com o cara: ele rodou cerca de R$ 8.000 em material e tirou R$ 38 [mil] de nota, entendeste?”.

Procurado, o deputado disse que as contas de sua campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral e que desconhece a situação descrita pela Folha.

Leia a reportagem na íntegra.

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