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05 de fevereiro de 2020, 14h31

Doria chama Bolsonaro de populista e pouco responsável por desafio em zerar impostos da gasolina

O presidente desafiou os governadores a zerarem o ICMS dos combustíveis na manhã desta quarta-feira após ter recebido críticas por publicações feitas em rede social

Doria, Jair e Eduardo Bolsonaro (Arquivo)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (5) ao comentar as recentes declarações do ex-capitão sobre os impostos sobre a gasolina. Segundo o mandatário paulista, o presidente não abriu diálogo com os governadores e toma uma atitude populista.

“Se o presidente Jair Bolsonaro convidar os governadores para um diáogo franco, aberto, tecnicamente robusto, os governadores, provavelmente, aceitarão este diálogo. Mas a imposição aos governadores dos estados brasileiros de que cabe a eles a responsabilidade da redução do ICMS e, consequentemente, do combustível, é uma atitude populista e, ao meu ver, pouco responsável”, disparou Doria em entrevista ao jornalista Daniel Carvalho, da Folha de S. Paulo.

A declaração foi dada horas depois do presidente desafiar os governadores a zeraram o ICMS dos combustíveis. “Eu zero o federal se eles zerarem o ICMS. Está feito o desafio aqui agora. Eu zero o federal hoje, eles zeram o ICMS. Se topar, eu aceito. Tá, ok?”, disse Bolsonaro

Em carta publicada na segunda-feira, 22 dos 27 governadores – incluindo Doria – condenaram declarações do presidente Jair Bolsonaro que disse que  “os governadores não admitem perder receita” e que, por isso, “mudar a legislação por Lei Complementar de modo que o ICMS seja um valor fixo por litro”. “Os Governadores dos Estados clamam por um debate responsável acerca do tema e reiteram a disponibilidade para, nos fóruns apropriados, debater e construir soluções”, diz trecho do documento assinado pelos governadores.

A polêmica começou no domingo, quando o ex-capitão fez uma sequência de publicações no Twitter jogando nos governadores estaduais a responsabilidade pelo aumento do preço do preço da gasolina no país. “Pela 3a vez consecutiva baixamos os preços da gasolina e diesel nas refinarias, mas os preços não diminuem nos postos, por que? Porque os governadores cobram, em média 30% de ICMS, sobre o valor médio cobrado nas bombas dos postos e atualizam apenas de 15 em 15 dias, prejudicando o consumidor”, disse em uma das mensagens.


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