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15 de janeiro de 2020, 07h23

Doria vai a eventos pessoais e dá carona a aliados em voos pagos com dinheiro público

Dentre as viagens feitas pelo governador, há agendas casadas com eventos do Lide, organização privada de "líderes empresariais" do Grupo Doria

Doria chega de helicóptero na Castelo Branco para acompanhar operação (Foto: Reprodução)

Apenas em 2019, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fez 435 deslocamentos em aeronaves do governo ou que foram locadas com dinheiro público. Portanto, a cada três dias com agendas fora do Palácio dos Bandeirantes, em dois ele utilizou aviões e helicópteros para se locomover.

As viagens são permitidas por decreto estadual, porém, devem ser feitas “com ênfase na economicidade e na segurança”. Este não é o caso do governador tucano. Dentre as viagens feitas por Doria e pela primeira-dama, Bia, há agendas casadas com eventos pessoais, partidários e também do Lide, organização privada de “líderes empresariais” do Grupo Doria. Além disso, o tucano também deu carona a aliados e amigos sem relação direta com a atuação no Executivo paulista.

Informação foi levantada pela Folha de S. Paulo através da Lei de Acesso à Informação (LAI). O governo do estado não informou os gastos totais com as locações, mas, de acordo com o jornal, a estimativa é que tenha sido gasto em torno de R$ 1,34 milhão com aluguel de helicópteros e aeronaves para voos de Doria e Bia em 2019.

A primeira-dama também tem direito a voos pagos pelo governo. No entanto, assim como o marido, usou parte deles para atender fins pessoais: em dois dos 22 traslados feitos em seu nome, Bia foi com a irmã ao aeroporto para tomar voo de carreira e visitar parentes.

Comunicação

Além dos gastos com os voos para atender interesses particulares, o tucano tentou engordar em 37,5% o orçamento para a comunicação do governo em 2020. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, o dinheiro viria a se somar aos R$ 133 milhões que já estavam previstos, o que totaliza uma alta de R$ 50 milhões.

Deputados classificaram como “inábil” a atitude de Doria, que poderia ter remanejado a verba posteriormente, evitando desgaste. Ainda, uma proposta de emenda chegou a ser apresentada pelo governo, mas acabou derrubada.


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