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21 de julho de 2019, 16h52

“É assustador”, diz Paulo Pimenta sobre comentários de procuradores na Vaza Jato

O deputado federal foi assunto na conversa de procuradores em que Deltan Dallagnol recua de entrevista para não falar sobre o Caso Queiroz, do senador Flávio Bolsonaro

Foto: Gustavo Bezerra

O nome deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apareceu nas conversas da Vaza Jato divulgadas neste domingo (21). O procurador Deltan Dallagnol queria participar do “Fantástico”, da TV Globo, para atacar o líder o PT na Câmara, mas recuou com medo de ser questionado sobre o Caso Queiroz, que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Pimenta considera que o vazamento evidencia o caráter persecutório da Lava Jato, afinal ela não tinha nada a ver com a investigação sobre ele, iniciada em 2009. “Eu acho assustador. O inquérito é de 2009, e já foi mandado arquivar com voto do ministro Alexandre de Moraes por nunca terem achado nada a meu respeito. O que a Lava jato tem a ver com esse assunto? Por que esse caso voltou? Não tem absolutamente nada a ver com a Lava Jato”, declarou Pimenta à Fórum.

Para o deputado, a posição de Dallagnol nas conversas evidencia que a Lava Jato é uma “organização criminosa que se utiliza do aparato do Estado para perseguir pessoas e para proteger pessoas”. “Diante de algum fato que possa trazer algum embaraço a quem eles querem proteger, eles se acovardam. Foi assim com FHC, quando disseram não queriam ‘melindrar’, e agora, mais uma vez, quando eles esbarram em um fato que envolve o filho do Bolsonaro, eles decidem não investigar”, avaliou.

Sobre o caso que seria explorado no “Fantástico”, o Pimenta considera que o retorno do caso se deve a uma denúncia que ele fez de que o grupo RBS, dono de afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, estava envolvido na Operação Zelotes. “Quando denunciei o envolvimento da RBS na Operação Zelotes, o grupo passou a adotar hostilidades contra mim. Ainda solicitei várias vezes e nunca fui ouvido pela RBS, a mesma que procurou o Dallagnol para utilizar a Lava Jato para me atingir e me constranger”, criticou.

Em mensagem enviada a grupo de procuradores, Dallagnol comemora convite para entrevista ao “Fantástico” com o objetivo de comentar denúncia contra Paulo Pimenta, mas se diz dividido com medo de ter que abordar Caso Queiroz. Ele acabou recusando o convite e a matéria também não foi ao ar.


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