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13 de fevereiro de 2019, 22h43

“É uma minoria do partido envolvida”, diz Bolsonaro sobre candidatas laranja do PSL

Presidente concedeu a primeira entrevista após receber alta à Record e afirmou que deu "carta branca" para que o ministro Sérgio Moro investigue supostas irregularidades em candidaturas do seu partido; permanência de Bebianno no governo é incerta

Reprodução/TV Record

O presidente Jair Bolsonaro concedeu na noite desta quarta-feira (13) uma entrevista ao “Jornal da Record”, da TV Record, em que comentou as recentes revelações de “candidaturas laranja” em seu partido, o PSL. Esta foi a primeira entrevista do capitão da reserva desde que realizou a cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, há 16 dias.

“É uma minoria do partido que tá envolvida nesse tipo de operação”, disse, praticamente admitindo que, de fato, houveram irregularidades. No último final de semana, o jornal Folha de S. Paulo revelou que uma candidata a deputada federal do PSL em Pernambuco recebeu R$400 mil do fundo partidário – mais que o próprio presidente – e obteve apenas 274 votos. Esquema parecido foi observado em uma candidatura feminina do PSL em Minas Gerais. As suspeitas são de lavagem de dinheiro.

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Bolsonaro, no entanto, informou na entrevista que não sabia dos repasses pois eles teriam acontecido entre setembro e começo de outubro, quando estava internado por conta da facada que foi alvo em Juiz de Fora (MG). “Mesmo que não estivesse [internado] não tenho como acompanhar tudo”.

“Moro tem carta branca pra apurar qualquer tipo de corrupção”, disse, adicionando ainda que já solicitou que a Polícia Federal apure o caso.

À época do esquema de repasse de fundo partidário, o presidente do PSL era Gustavo Bebianno, atual ministro da secretaria-Geral da Presidência. Perguntado sobre uma suposta responsabilidade do correligionário, o presidente disparou: “Se tiver envolvido e for responsabilizado, lamentavelmente, o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”, disse, sugerindo que Bebianno seria desligado do governo.

Na mesma entrevista, Bolsonaro informou ainda que vai “bater o martelo” sobre o texto da reforma da Previdência que será enviado ao Congresso nesta quinta-feira (14). “Lógico que haverá consenso. Na tarde de amanhã estarei batendo o martelo sobre a reforma que será enviada”.

A ideia do governo é estabelecer idade mínima de 62 anos para homens e 57 para mulheres.

 


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