O que o brasileiro pensa?
11 de dezembro de 2019, 20h21

Eduardo Bolsonaro defende escolas separadas por sexo

O parlamentar ataca feministas e usa índices desatualizados para defender separação de gênero nas escolas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou as redes sociais nesta quinta-feira (11) para defender as escolas exclusivas por sexo. Ele citou dados desatualizados para embasar sua argumentação.

“Há forte pressão, principalmente das feministas, para que as escolas abriguem na mesma sala meninos e meninas, mesmo havendo bons argumentos pedagógicos e empíricos atuais recomendando o contrário”, sustentou o parlamentar, ao comentar sobre livro da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC).

Entre os “bons argumentos”, dois desatualizados: “Só para citar dois: na Inglaterra mais de 90% das 25 melhores escolas inglesas são “single sex”; o mais antigo colégio brasileiro deste tipo, o São Bento (1858) que só aceita garotos, foi o 4º no ENEM 2012″.

No ranking de 2018 do ENEM, o Colégio São Bento caiu para 10º no Brasil em provas objetivas e 21º em redação. As primeiras colocadas não são “single sex”. Cabe ressaltar que o próprio INEP é contrário à realização de rankings com os resultados da prova. “É inadequada a comparação e a exposição pública de escolas que, uma vez ranqueadas, não têm como evitar rótulos que não contribuem para o aprimoramento pedagógico ou melhoria da qualidade do ensino”, afirma.

O próprio Eduardo estudou em dois colégios mistos no Ensino Fundamental: Colégio Pallas e Colégio Batista Brasileiro, ambos no Rio de Janeiro.

Quanto aos índices ingleses, o número de escolas voltadas apenas a meninos ou meninas tem caído anualmente e o debate sobre a importância das “co-eds”, escolas mistas, tem ganhado muita força.

 


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