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12 de julho de 2019, 08h58

Eduardo Bolsonaro diz que ‘ONU Futebol Clube’ é de “uma linha globalista, afinada com a esquerda”

Prestes a assumir a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, o filho 03 de Bolsonaro definiu ainda que "ser de esquerda é seguir o regime parecido com o da Venezuela", enquanto "uma pessoa de direita preza a família"

Reprodução/Instagram

Prestes a assumir a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) criticou, em entrevista à revista Veja divulgada nesta sexta-feira (12), o ex-ministro general Santos Cruz, dizendo que ele se alinha à ONU, que seria alinhada a “teses de esquerda”.

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“Ele era muito crítico a alguns ministros, principalmente aqueles que seriam discípulos de Olavo de Carvalho [ideólogo de direita, guru do presidente Bolsonaro e do próprio Eduardo]. Parecia que estava jogando War, querendo dominar cada vez mais e mais espaços. A linha internacional dele era ‘ONU Futebol Clube’, uma linha globalista, afinada com as teses da esquerda”, disse o filho 03 de Jair Bolsonaro.

Na entrevista, Eduardo citou encontro que teve com investidores estadunidenses, repetindo o mantra de que com a aprovação da reforma da Previdência “em menos de um ano a gente já começará a sentir esses investimentos reverberando na geração de empregos”.

Convulsão social
Falando como chefe de Estado, o filho de Bolsonaro garantiu que Moro não será demitido e que o ex-presidente Lula não deixará a prisão. “Soltar o Lula poria em xeque a nossa democracia, com risco de uma convulsão social.”

Sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do irmão, Flávio, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Eduardo disse que “até onde eu sei, está no Rio de Janeiro. Ele fez uma cirurgia de câncer no intestino e deve estar em casa”, afirmou, ressaltando que o caso envolvendo o miliciano tem a intenção de atingir o presidente.

“É algo similar ao que ocorreu com o Trump no suposto conluio com os russos. No final, ele foi absolvido e não deu em nada.”

Esquerda e direita
Em tom simplista, Eduardo afirmou ainda que “ser de esquerda, numa visão mais radical, é seguir o regime parecido com o da Venezuela, com pessoas morrendo de fome ou por perseguição política”. E, colocando-se como um representante do conservadorismo, definiu que “uma pessoa de direita preza a família”.

“Nós aprendemos a perdoar, que é feio roubar e matar e que devemos honrar o nosso pai e a nossa mãe. A esquerda tenta destruir esse conceito de família, defendendo as relações de homem com homem, mulher com mulher e casamento de homossexuais nas igrejas. Além disso, ser de direita é crer mais no indivíduo do que no Estado, dar oportunidade da legítima defesa através do uso de uma arma de fogo, ser liberal na economia e permissivo com as liberdades”, afirmou.


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